ATITUDES DE VALOR

Muitas são as vozes que falam em crise: estamos em crise! … a crise econômica, a crise política … Ocorre que, o contemporâneo tem mostrado que milhares de pessoas não aceitam mais o sofrimento e a injustiça, como sendo uma vontade dos céus ou o resultado das leis econômicas. Os problemas globais da pobreza, da superpopulação, da devastação do meio ambiente, evidenciam concretamente e a cada dia, os modelos econômicos inadequados e práticas de políticas que ao longos dos últimos séculos tem desvalorizado o capital humano. A economia pós-industrial trouxe dinheiro,mercado, equipamentos supercomputadorizados, mas, negligenciou a dignidade do humano como sendo a “meta” mais importante. Não se atribuiu valor ao cuidado de nossas crianças, à assistência aos nossos jovens, à nossa família humana, ao trabalho do humano de forma justa, digna e respeitosa, para uma vida significativa, criativa e dignificante. Então, por que? Voltamos ao ponto fundamental: questão de valor. O que temos valorizado e o que temos desvalorizado? Os valores estão nas atitudes, nos pensamentos, nas narrativas, nas ações, gestos que realizamos e não percebemos. Quando conferimos valor à solidadriedade, a atitude solidária em nossa vida ganha corpo, se corporifica em nossas escolhas e decisões que fazemos no viver diário. O macro nada mais é que o o reflexo do micro. Enquanto não incorporarmos os valores que valorizam a vida, pessoal, social, ecológica, econômica, em nosso viver e tendo a consciência do quanto os valores afetam a vida humana no presente e no futuro de nossos filhos, não teremos condições de mudar este cenário que temos vivido e sofrido neste contemporâneo. Toda grande mudança depende das grande-pequenas mudanças em nossas atitudes, afinal, atitude também é valor.

Abraços    ****

Vivi

ESTRUTURAS E VALORES

Embora invisível, são os valores de uma cultura que determinam as direções conduzidas pelas instituições sociais e as estruturas e regras econômicas vigentes em uma sociedade. Escolhas que são feitas no presentes, que foram feitas no passado histórico, é  que irão determinar o futuro da humanidade. Tal no macro como no micro,seja nas relações pessoais, sociais ou econômicas, são os sistemas de valores que determinam a condução do viver, de um viver-junto ou de um viver-separado e fragmentado. Se uma sociedade escolhe por uma orientação solidária, terá consequências nas relações de convivência, com o meio ambiente natural e com tudo que vive, completamente diferente se esta sociedade seguir sob a égide de uma orientação insensível, materialista, onde a prioridade é o lucro ao qualquer custo ou preço.Um exemplo evidente está no meio ambiente, onde a natureza mostra o seu ponto de desequilíbrio. Já é claro que não adianta apenas serem introduzidas novas tecnologias menos poluentes ou apenas mudar os padrões de consumo. Para mudarmos este doloroso cenário do aquecimento global com todos os problemas ambientais dele decorrente, precisamos mudanças no sistema de valores, que fundamenta o ciclo contínuo de feedback interativo entre as estruturas e regras econômicas e as instituições sociais.Se queremos uma sociedade mais solidária, precisamos de soluções mais solidárias, precisamos valorizar a solidariedade iniciando pelo cuidado das crianças, da pueiricultura, pelo cuidado com vida em todas as suas dimensões e expressões.

Abraços    ****

Vivi

VALOR DESVALOR

O que valorizo em minha vida? O que possui significado e faz sentido em minha vida? Todas as escolhas que fazemos, o preferir como o preterir no cotidiano do viver em relação, estão subjacentes aos valores que atribuímos em nossa vida. A passagem da sociedade que teve como base o uso de uma tecnologia agrícola, para uma sociedade de tecnologias industriais, que ocorreu em alta velocidade no tempo, imprimiu mudanças consideráveis no sistema de valores sociais. Os valores culturais e os instrumentos sociais, embora pouco perceptíveis para um olhar superficial, são altamente determinantes naquilo que valorizamos ou desvalorizamos em nosso viver conjunto. Embora que tenhamos desenvolvido tecnologias no setor nuclear, eletrônico e bioquímico, ainda estamos pouco convictos da importância do valor da solidariedade em nosso viver-junto. A atenção à assistência social, ao cuidado, à maternagem, ainda são valores solidários pouco valorizados em nossas relações sociais, sobretudo nas práticas de políticas públicas econômicas. É fundamental treinar o olhar, ampliar a percepção, para percebemos o quanto as escolhas que fazemos em nosso viver estão subjacentes aos valores culturais trazidos em nossa história civilizatória. Portanto, atenção! Observe, perceba, o que valorizamos e o que desvalorizamos em nosso viver e ainda por que?Talvez por isso sejamos tão resistentes à mudanças!!!!

Abraços ****

Vivi

EXPECTATIVAS …

Um padrão de comportamento que pode ser fonte geradora de sofrimentos é a capacidade de criar expectativas. Sempre que idealizamos algo corremos o risco de vivermos a frustração. Sempre que nossas expectativas não são atendidas, sentimentos de frustração, desânimo, decepção ou até mesmo irritação se manifestam. Sentimentos que acabam alimentando ainda mais, uma quantidade enorme de narrativas, para justificar ou reprovar o fato de nossas expectativas não estarem sendo correspondidas na factualidade das relações.Gostaríamos que tal situação acontecesse,… gostaria que “tal pessoa” agisse assim, …. espero que a pessoa faça desta forma,… vai por aí, onde expectativas criam outras expectativas. Ocorre que, neste emaranhado não conseguimos perceber que são apenas expectativas criadas em nossa “cabecinha” e que, não condizem com a realidade dos fatos ou a realidade da vida. Modelos e padrões de comportamento existem apenas na idealização. Importante é distinguir expectativas de sonhos. Sonhar é sonhar, sabendo que é um sonho, não é real. Expectativa é aquilo que espero do outro ou dos outros, ou de uma situação, que está apenas na minha cabeça. São modelos mentais criados por mim, de acordo com a cultura na qual estou inserido, de acordo com aquilo que eu considero como sendo o correto, a verdade, mas, que, nem sempre é para o outro, mesmo porque tudo é mutável no viver. A vida é como ela é, em constante mudança, portanto, não temos como submeter ao controle pessoal algo que foge completamente do meu arbítrio. Quanto mais expectativas criamos, maior é a probabilidade de cairmos na frustração. Então Atenção! Cuidado!!!

Abraços   ****

Vivi

RIDICULARIZAR …

Diante de tantas possíveis ameaças, um dos artifícios que muita pessoas usam em suas relações, é a ridicularização do outro. Ridicularizam o modo de viver do outro para atenuarem o medo que elas tem deste outro. Este padrão de comportamento perverso, aparece em vários âmbitos relacionais, seja na vida afetiva, familiar, profissional ou simplesmente em qualquer momento oportuno que ofereça a chance para marcarem território e assim, manterem o controle da situação. Quando uma pessoa se sente separada de si mesma, como pode ela estabelecer elos e conexões com uma outra pessoa? Tanto a obsessão como a dispersão, tem a capacidade de separarem as pessoas de si mesmas, gerando medo e insegurança, e tudo passa a ser ameaçador. Diante do medo, da sensação de impotência, ridicularizar é um artifício de proteção, onde aquele que ridiculariza se esconde, afinal separado de si, do outro e de todos os outros, desconfia de tudo, então desqualifica e intimida para se proteger de algo que só existe em sua “cabeça”. A fuga de si gera mais medo, mais dispersão onde o padrão automatizado de comportamento se repete, gerando incontáveis sofrimentos para todos que estão ao seu lado. Lembrando que, as maiores vítimas são as crianças e todos os que de alguma forma estão abaixo na hierarquia verticalizante da dominação. Estar atento a este mecanismo é fundamental, para evitar que a atitude ridicularizante contamine as nossas relações, os ambientes e sobretudo as nossas crianças.

Abraços   ****

Vivi

VALORIZAR VALORES

Seria possível transformar hostilidade em hospitalidade? Como assegurar uma convivência mais salutar em ambientes contaminados pela acidez nas relações? Podemos acreditar na capacidade de transformação e regeneração da vida? Se a vida é inteligente e potente, por que as pessoas estão vivendo amarguras, rancores e desgosto com tanta intensidade, a ponto de responder com brutalidade e rispidez nos ambientes relacionais por onde vivem e convivem? Estas e tantas outras questões nos fazem pensar, exigindo respostas que toda a racionalidade humana não está conseguindo abarcar. São cenários relacionais descontrolados pela fúria perversa de uma falsa coragem, ou seja, de uma coragem covarde, que nos tem feito acreditar na impossibilidade de transformação e regeneração do ser humano. Para uma mente linear, mais seguro, seria que houvesse um modelo de solução pronto, com garantia e tudo,mas, não esta receita não existe em nenhum lugar. Embora que tenhamos ciência, tecnologias avançadas, sistemas econômicos, o que se apresenta para “curar” as disfuncionalidades, evidencia que não será pelo caminho da razão, mas, sim pelo caminho do sensível, no resgate e cultivo dos valores e da sensibilidade humana. Aqui, poderemos ter muita chance de encontrarmos os verdadeiros nutrientes da vida e do viver. Considerando que estamos imersos num processo evolutivo, pensar em alinhar razão com emoção, uma razão sensível, através do cultivo dos valores universais, poderá ser um caminho restaurador. Neste sentido,a Educação em Valores Humanos é fundamental. É urgente a necessidade de valorizarmos os valores que sustentam, pois sempre sustentaram a vida neste planeta, mas que, a cultura de dominação e controle nos fez distanciar. Valorizar valores é valorizar a vida, pois, foi preservando o cuidado, a paciência, a tolerância, a responsabilidade, a honestidade, a cooperação, a generosidade, a solidariedade, a amorosidade, a gentileza, a cordialidade, que a vida humana se fez presente neste planeta.

Abraços    ****

Vivi

SEMENTES DE SABEDORIA

O tempo da maturidade traz consigo conhecimentos, experiências, informações, que podem e devem ser passadas à frente. A maturidade possui as sementes da concentração dos nutrientes da vida e do viver, a essência que assegura a sobrevivência das espécies. Ser um protagonista de sua história pessoal, é ter a capacidade de passar à frente as sementes da sabedoria que se formaram ao longo de uma vida. Se disponibilizar a lançar estas sementes, assumindo um compromisso pessoal de responsabilidade para com as próximas gerações, é fruto de uma maturidade da pessoa que escolheu por autodeterminação, trilhar a jornada psicológica do autoconhecimento em consonância com a jornada espiritual. O tempo da maturidade espiritual, é o tempo em que se reconhece que é possível deixar os ressentimentos e desgostos do passado, para viver no contentamento da alegria do presente. Um projeto de felicidade a ser renovado a cada dia, afinal já existe a compreensão da impermanência e ao mesmo tempo da interdependência. Se tudo é mutável e se dependemos uns dos outros, compartilhar as sementes da sabedoria para que frutos mais nutritivos possam florescer em novas sementes é ser co-criador no processo de criação da vida.

Abraços   ****

Vivi

POR FAVOR, TENHA PACIÊNCIA ….

Em tempos desafiantes como temos vivido, onde os ânimos se alteram a cada dia, as respostas de acidez agressiva estão por toda parte, os gestos se evidenciam abruptos, as vozes são de mando e intolerância, a agitação está de mãos dadas com a ansiedade e o mundo perde sua hospitalidade para abrir as portas da hostilidade, tudo que precisamos para não adoecermos é ir ao encontro dos antídotos. Para neutralizar a raiva que paira nos ares, precisamos treinar a paciência.Dizem que crise é oportunidade. Então, estes tempos nos oportunizam treinar a nossa paciência. Paciência é uma virtude, que nem todas as pessoas são portadoras. A questão é que, se não estivermos atentos, a agressividade dos ambientes nos contagiam e perdemos o bom senso, colocando em risco as pessoas e o nosso próprio ser. É quando a doença raivosa do coletivo  pode nos atingir e adoecemos juntos. Cultivar nos pequenos momentos do cotidiano a capacidade da paciência, do saber esperar, do pausar para refletir, para que a raiva, alimentada pela ansiedade não nos contamine. Cultivar um estado de disponibilidade, para amorosamente compreender a si e ao mundo, e ao mesmo tempo agir com firmeza e precisão, na medida certa. Então, por favor tenha paciência!!! Paciência não é negligência, mas, é saber ver, ouvir, refletir para agir. Às vezes agir é recuar, às vezes agir é dar pequenos passos à frente, às vezes é mudar a direção, às vezes é saber esperar a oportunidade mais auspiciosa. A virtude da paciência é um estado mental de presença a ser cultivado nas pequenas coisas do viver, diante dos acontecimentos, em nossa vida interior e exterior. Lembrar que apesar de todos os obstáculos, sempre temos oportunidade para aprender,para nos tornarmos humanos com mais dignidade e ainda, poder oferecer aos outros o nosso melhor.

Abraços    ****

Vivi

RENOVAR PARA MELHOR CONVIVER

Para os pensadores da Grécia Antiga, fazia parte da “Ética” encontrar modos de ser e de agir do humano consigo mesmo, com todos os outros humanos, interagindo harmoniosamente com todas as coisas. Entendiam a importância de uma “conduta bela”. Sob este ponto de vista, a Ética é algo que exige renovação permanente nos modos de sentir, de falar, de pensar e de agir, articulados para viver uma vida “bela”, integrada, equilibrada, em harmonia, no conviver com todas as dimensões da existência. O bom, o belo o justo pedem renovação constante, para agir bem e conviver bem, na integridade do Ser.

 

Abraços****

Vivi

 

IDENTIDADES E DIFERENÇAS

Nós humanos vivos imersos na multiculturalidade somos a mistura entre identidades e diferenças entre proximidades e distâncias, entre o antigo e o novo, entre a invariância e a mutação. Negar este pulso vivo e permanente é empobrecer-se diante da vida. Compreender que as aparentes contradições são o húmus da vitalidade e propulsoras do potencial humano, é ampliar a consciência do nosso viver neste mundo. É libertar as possibilidades conectivas por onde flui a força vital e enobrece o humano. O reconhecimento das identidades e diferenças que nas relações criam movimento e ritmo, permite à pessoa humana favorecer aproximações, criar ambientes salutares para as relações de convivência, permitindo o entendimento entre as partes pelo consenso alimentado pela  Boa Vontade.

 

Abraços****

Vivi