GOSTAR É RESPEITAR

Faz parte da natureza humana amar e ser amado. É na reciprocidade que se estabelecem os vínculos, os laços afetuosos, o reconhecimento da humanidade entre as pessoas. Ser reconhecido pelo outro é fundamental para a existência humana. O amor materno, de uma mãe para com seu filho é garantia da sobrevivência, onde experimentamos a confiança, o compartilhar, o vincular,o doar, a entrega.  Nas relações afetivas da maternidade aprendemos a ser um ser humano, onde a proximidade, a intimidade do contato, permite viver a experiência da nossa verdadeira humanidade a ser transmitida de geração em geração. O sentimento do amor, do afeto, do carinho, proporciona o ambiente que irá favorecer a passagem dos ensinamentos fundamentais da existência humana. São canais invisíveis de comunicação sensível, por onde serão transmitidos os valores, a cultura, as virtudes, constituintes de cada pessoa e de cada cidadão. Contudo, gostar é respeitar. Gostar não é impor caminhos. E aqui o cuidado primordial para respeitar o processo maturacional de nossos filhos, oferecendo a eles espaços referenciais confiáveis, mas, jamais impor a eles nossos direcionamentos. Gostar é respeitar, jamais impor caminhos. O amor verdadeiro liberta pela compreensão, jamais aprisiona. Amar é acreditar para respeitar. Amar é ser responsável pela relação amorosa, mas, jamais pela via da imposição. Amar é ser respeitoso consigo para ser respeitoso com o outro, sejam eles nossos filhos biológicos ou não. Compreender que cada pessoa, cada filho tem seu jeito próprio de expressar-se na sua existência e é, a compreensão amorosa que disponibilizará os verdadeiros caminhos para que todos possam viver a magnitude de uma vida plena de amor.

Abraços   ****

Vivi

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AUTO CONVENCIMENTO – UM PADRÃO

Um dos obstáculos que impedem o crescimento pessoal e, é fonte de sofrimento, pois gera situações de conflito nas relações, é o auto convencimento. Quando uma pessoa está radicalmente convencida de uma ideia, desprovida de um espaço para ouvir sob outros ângulos uma determinada abordagem, desprovida de um querer compreender, se colocando no lugar do outro, refletir com bom senso, discernimento e coerência argumentativa, o diálogo desaparece, o ambiente se tensiona pela competição predatória e o espaço relacional se contamina pelas barreiras da hostilidade. Este é um padrão de comportamento, reflexo de um padrão mental controlador, onde o valor é o  “ganhar a qualquer custo”. Aqui não há a menor possibilidade de diálogo, pois a relação que se estabelece é de verticalidade e controle, não há troca, há mando, imposição. O auto convencimento, é fonte de grande sofrimento para aquele que está “apoltronado” neste lugar e não quer sair de jeito nenhum, e sofrimento para quem está a seu lado, sobretudo se houver uma disparidade hierárquica. O que sobra é desumanização, conflito e “guerra”, ou seja, violência. A violência pode ser velada, mas, é violência para manter o poder. Sob este manto, é facilmente perceptível o preconceito, o levar vantagem, as conveniências que insistem em manter as bases do colonialismo que submete, subjuga, explora o outro e todos os outros. A atitude, o padrão controlador do auto convencimento irredutível e prepotente, está vinculado a um estado de ignorância que não aceita as mudanças sociais e culturais, tem medo de se perder. A pergunta é: como lidar com esta padronagem? Primeiro olhar para si e se reconhecer quando esta atitude aparece em si mesmo, depois, sem julgamento, mudar a si mesmo e na sequência poder reconhecer o padrão no outro, para evitar entrar nas disputas. Ser o mais imparcial possível. Ser competente no gerenciamento de suas emoções, é fundamental. Cultivar a plena atenção, a compaixão, a auto compaixão pelo discernimento.

Abraços   ****

Vivi

OPINIÃO ALHEIA

As sábias palavras do grande mestre Shantideva, são eternas: “Por que devo me alegrar quando as pessoas me elogiam? Haverá outros para desdenhar e criticar. E por que ficar desesperado quando culpado, já que haverá outros para pensar bem a meu respeito?” É natural e humano querer e buscar o respeito e a estima das pessoas, mas, ficar na dependência do que os outros pensam é gerar sofrimento para si mesmo. A cultura valoriza a importância da nossa reputação, afinal as nossas decisões influenciam as escolhas daqueles que estão à nossa volta, podendo prejudicá-los ou ajudá-los. Certamente, as decisões que tomamos, devem ser fruto de reflexão e discernimento, bom senso, considerando a importância de colaborar com a felicidade e o bem estar de todos, dos mais próximos aos mais distantes. Contudo, ser capturado pelas armadilhas da vaidade,  do orgulho ou prepotência,  ou ainda daquilo que os outros dizem a nosso respeito, que nem sempre condizem com a realidade, é ser vítima de suas próprias mazelas infantis que impedem o verdadeiro crescimento pessoal. O orgulho como a baixa autoestima, obstaculizam a maturidade. Estar atento às manobras egóicas para conquistar admiração e elogios, requer o fortalecimento de um eixo interno, fruto de um processo permanente de reflexão e autovigilância. O importante é fazer o melhor dentro do possível das contingências, é ser honesto consigo, com os outros e com o mundo, alimentando suas virtudes, benevolência e sabedoria. Portanto, não se preocupe com as opiniões alheias, afinal sempre haverá uma pessoa a nos elogiar, como haverá uma pessoa para nos criticar. Faça o seu melhor sempre, com toda a sua boa vontade e reta conduta.

Abraços    ****

Vivi

ASPIRAÇÕES PARA O FUTURO

Sonhar, pensar adiante, imaginar caminhos futuros, tudo faz parte do viver humano. Uma vida sem sonhos é uma vida sem direções, uma vida estéril, pobre da fertilidade vital. Os sonhos alimentam a existência. As crianças, adolescentes, jovens, sonham em abundância,fruto da vontade de viver, da energia vital que permite o encantamento, a vontade de aspirar futuros e compossibilitar futuros com os outros no conviver. Desencantar com vida é perdê-la em vida. Prospectar, vislumbrar, visualizar futuros cria movimento, mobiliza vontades, chama o criativo, potencializa o viver no conviver de cada presente da existência. Sonhar e sonhar junto, é o fermento da vida. Sonhar é colocar luz na trajetória do viver. Quando perdemos os sonhos, negamos a vida. Apesar de todos os obstáculos, são as aspirações que alavancam possibilidades de transformação, mudança, renovação. Sonhar como o maior para si e para todos, é compartilhar o fermento que vitaliza o viver.Trazer os sonhos à realidade, através das ações conjuntas, é estimular o melhor de cada ser humano, potencializando, empoderando, permitindo que o criativo se manifeste nos ambientes e nas relações, dando sentido e significado para uma vida que “vale a pena” ser vivida plenamente. Alimentar os sonhos que alimentam a vida é também ter clareza de propósitos para seguir na direção mais dignificante da vida. Sonhar no presente, é acreditar na capacidade de renovação da vida.

Abraços    ****

Vivi

ATENÇÃO, CONCENTRAÇÃO e PRÁTICAS MEDITATIVAS

 Curso – MÓDULO I

 13 e 14 Março

  Inscrições: (18) 3622-7053

 O tempo é um bem precioso. As distrações, geradas pela desatenção conduzem a automatismos e reatividades, desqualificando a percepção.

Cultivar um estado de presença e auto-percepção, requer Atenção.

 A Meditação é uma prática que fortalece a Atenção Focada, estabilizando a mente, valorizando a preciosidade do tempo em nossa vida.

 A prática meditativa oferece qualidade em nosso viver pessoal e relacional, saúde emocional e espiritual.

  Vivi Tuppy – Psicopedagoga, Bioterapeuta, Professora de Ética e Práticas Meditativas com formação pela Associação Palas Athena/SP, coordena grupos de meditantes; Gestora dos Programas Educadores da Paz,  Gestores da Paz,  Agentes da Paz e Coordenadora do Comitê da Alta Noroeste Paulista para a Cultura de Paz em Araçatuba/SP.

 www.vivituppy.com.br

[email protected]

  Sexta-Feira das 19h às 22h.

 Sábado das 9h às 17h30 – Intervalo para  Almoço

 Vagas Limitadas

… O QUE É A PAZ ?

Diante de tantas hostilidades relacionais que desembocam em violências extremadas que a razão não consegue entender, muitas são as vozes que emanam por todos os lados clamando pela Paz. Os jornais, as mídias de todas as ordens falam da exigência de uma paz, afirmando em grande sensacionalismo nas manchetes  – lutemos pela paz, vamos lutar pela paz, a paz é a nossa luta… Nas reportagens os textos usam a palavra “lutar” pela paz. Então, Paz é Luta? Paz é Guerra?  Queremos Paz ou queremos Guerra? Algo completamente antagônico, paradoxal, evidenciando que ainda não sabemos o significado da Paz e ainda não queremos ter um  vocabulário pacífico para falar da Paz, porque ainda não compreendemos de fato o que é a Paz, não sabemos o sentido daquilo que queremos. Todos sofrem com a violência, tanto a vítima como o ofensor, todos são vítimas de um mesmo processo patológico, de uma cultura que insiste em escolher a violação, a retaliação, a hostilidade, a exclusão, a desumanização, a desqualificação, como um modelo de controle e salvadorismo. A natureza, as relações humanas, todos os seres vivos deste planeta vivo, tem sofrido as consequências deste terror cultural. Até quando ficaremos nesta inércia, repetindo padrões culturais que destroem a vida, a vida que queremos viver, para nós e para nossos filhos? Todos querem viver. A sobrevivência é o primeiro impulso vital e todos querem viver bem e em PAZ, ou seja todos querem ser felizes. Para falar de Paz usamos a linguagem bélica, talvez porque ainda alimentamos em nosso ser e em nosso conviver a beligerância, então dizemos: vamos “lutar” pela Paz!  Querendo a Paz propomos a guerra! Até quando? Até quando vamos continuar alimentando os cenários da violência, as atitudes violentas da retaliação em nome de uma falsa paz. Vestimos a camiseta branca, levantamos o lenço branco, que simbolizam a tal almejada paz, mas, nos comportamos na competição da guerra, onde o outro nos ameaça, o outro é visto como um rival a ser exterminado a qualquer custo. Quanto tempo ainda precisaremos para entender que precisamos nos educar para a paz, educar nossas crianças e jovens e fazer florescer a verdadeira essência de todos os humanos e de todos os seres vivos neste planeta: a inteligência da Vida que é o AMOR, a “cola” da vida!

Abraços    ****

Vivi

COMPAIXÃO É UMA PRÁTICA

A compaixão é para ser vivida momento a momento em nossas vidas. A atitude compassiva precisa ser alimentada em nosso viver, todos os dias o dia todo. A mente dispersiva, a cultura na qual estamos envolvidos, os ambientes, as demandas, os atravessamentos, são todos obstáculos sobre os quais precisamos estar vigilantes, mas, sustentar a opção de continuar nutrindo no viver o altruísmo, a empatia, a compaixão. Cultivar a compaixão, é cultivar as qualidades interpessoais da bondade,do perdão, da generosidade, da alegria empática, da gratidão,do amor,  da capacidade de querer compreender ampliando a percepção de si e do mundo. A prática da compaixão é o cultivo de uma mente equânime que reconhece aquilo que dá sentido e significado à vida no viver. É aprender a responder com clareza e discernimento diante das circunstâncias.Apesar de todos os obstáculos, nutrir a atitude permanente de querer florescer no viver cotidiano, querer expandir a consciência com vitalidade e satisfação, de tal forma que, todo o potencial possa ser corporificado nas coisas mais simples da vida.  Praticar a compaixão, é estar atento à todas as oportunidades que a vida nos apresenta, para oferecermos o nosso melhor à todas as pessoas,sem distinção alguma, é estar presente em cada presente da vida.

Abraços   ****

Vivi

COMPAIXÃO

Todos os seres humanos possuem a capacidade de compreender, perdoar, reconhecer os seus sentimentos e os sentimentos do outro. Todos nós somos dotados da capacidade de compreensão, como também da capacidade  para a bondade, a benevolência, a gentileza, o acolhimento, o afeto. A sobrevivência humana dependeu e depende destas qualidades, sem a quais impossível seria a nossa existência. Uma mãe sabe perfeitamente o que é acolher e proteger um filho, como sabe naturalmente reconhecer os sentimentos de uma mãe, quando perde um filho que morreu ou que se perdeu em outras mortes. A sabedoria materna tem esta capacidade, assim como todos os humanos. A compaixão faz parte da vida biológica e psíquica. Ela se manifesta na empatia, na equanimidade, na capacidade de se colocar no lugar do outro, na capacidade de sentir pelo outro e ainda poder compreende-lo, acolhe-lo, reconhece-lo em sua humanidade. A empatia é uma capacidade inata, assim como a capacidade de reflexão e análise,mas, é preciso desenvolve-la,assim como a compaixão. Esta começa pela autocompaixão, pela capacidade de se compreender, de ser gentil e amoroso, de ser respeitoso e generoso consigo mesmo, para então transbordar para todos os outros, inclusive aos inimigos. O dispositivo da compaixão é inerente ao humano mas, é preciso desenvolve-la. Este é um desafio permanente em nossas vidas: cultivar a compreensão, a sabedoria, para que o silêncio compassivo se manifeste em nossas ações, pensamentos e sentimentos. Quando somos sensíveis ao sentimento alheio ampliamos a nossa compaixão, através da noção de responsabilidade e equanimidade.Não podemos negligenciar a dimensão interior. É preciso nutrir momento a momento nossa capacidade de amar e ser amado, perdoar e ser perdoado, acolher e ser acolhido. Transformar corpo e alma, transformar, mente e coração, para o bem estar de todos os seres, conclamando todos os nossos esforços para que todos os seres possam ser felizes, possam ser saudáveis e terem paz em seu mundo interior e exterior. PAZ A TODOS OS SERES!

Abraços   ****

Vivi

VANTAGEM EVOLUTIVA

Ao longo do processo evolutivo, houveram três avanços determinantes  que beneficiaram o desenvolvimento do cérebro humano: os primeiros sinapsidas foram os vertebrados, que viveram há cerca de 180 milhões de anos, tendo na sequência os répteis, os peixes, as primeiras aves e depois os mamíferos. O próximo passo evolutivo altamente significativo na evolução do cérebro, ocorreu com os primeiros primatas, que surgiram mais ou menos, há 80 milhões de anos atrás, trazendo a capacidade de socializar-se. Por volta de 2,6 milhões de anos atrás, nossos ancestrais hominídeos começaram a fazer utensílios de pedra, e desde então o cérebro triplicou de tamanho, com mais recursos metabólicos. O ser humano, em seu processo de evolução neural, teve como vantagem reprodutiva a capacidade de, em uma única geração passar suas informações, como o trabalho cooperativo em equipe e as aptidões relacionais. Tivemos como resultados, a formação das bases neurais essenciais da natureza humana incluindo o altruísmo, a generosidade, a preocupação com a reputação, a justiça, a linguagem, o perdão,  a moralidade e religião. Portanto, somos equipados a cooperar, temos a capacidade altruística, podemos ser generosos, basta apenas desenvolver estas habilidades em nosso viver e conviver, fundamental para a nossa saúde física, mental, emocional, cognitiva, relacional, ambiental e espiritual. Já nos foi dado pela evolução, mas, precisamos desenvolver.

Abraços    ****

Vivi