ATENÇÃO PARA UMA VIDA SATISFATÓRIA

A relação entre a qualidade atentiva e uma vida satisfatória, é um tema que começa a aparecer no cenário da reflexão. Quando aparecem os problemas relacionais causados pela hiperatividade ou pelo déficit de atenção, o tema ATENÇÃO entra na pauta do dia. Uma pessoa distraída apresenta inúmeras dificuldades para tomar decisões em sua vida, dificuldades de transitar pelo mundo à sua volta pois se mantém fora de sintonia e consequentemente, apresenta dificuldades em seus relacionamentos pessoais. São pessoas desorientadas, cegas para o mundo, desinformadas e indiferentes aos acontecimentos. A boa notícia apresentada pela neurociência é que, podemos fortalecer o “músculo” da atenção por meio de treinamento e auto-educação da mente. Um treinamento inteligente pode desenvolver e refinar a capacidade de sustentação da atenção e até mesmo reabilitar cérebros carentes. Uma vida satisfatória, é uma vida vivida por uma pessoa que tem orientação interna, é capaz de sustentar seu foco atencional , perceber as distrações da mente  trazendo-a de volta ao foco interno, ao foco no outro e ao foco externo. Uma mente que sustenta sua capacidade de atenção evidencia uma uma pessoa centrada, conectada, com boa memória, sem se deixar ser levada por pensamentos negativos que fazem “uma tempestade em um copo de água”. Uma vida satisfatória é uma vida mais feliz, uma pessoa que reconhece os desafios da vida, mas, sabe ser criativa sem perder energia em sofrimentos inecessários. Uma pessoa que cultiva sua qualidade atentiva é uma pessoa mais feliz, consigo, com os outros e com o mundo.

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Vivi

ATENÇÃO OU VIGILÂNCIA

A atenção é uma qualidade mental que pode ser desenvolvida como qualquer outra habilidade. Alguns pesquisadores referem-se ao “músculo da atenção”, como uma capacidade que pode ser treinada na “academia de práticas de atenção”. Atenção não significa vigilância no sentido de “policiamento” repressor, ou apenas estar vigilante, mas, atenção como a capacidade de sustentar uma qualidade de mente capaz de ter visão focada e panorâmica sem distrações. A capacidade atentiva é uma ferramenta mental que, vinculada à grande teia dos circuitos cerebrais, determina o nível de competência com que realizamos determinada tarefa. A atenção é uma habilidade que favorece a conexão com tudo o que fazemos na vida. A capacidade de atenção é uma ferramenta que favorece a compreensão, a memória, a aprendizagem, a percepção dos nossos sentimentos e por que o sentimos, a leitura das emoções das pessoas e com ela a nossa interação harmoniosa em nossas relações de convivência. A cada dia os neurocientistas tem evidenciado a relevância da capacidade atentiva e a importância do treinamento desta habilidade na vida relacional, afetiva, profissional, espiritual.

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Vivi

DISCUSAR É MAIS FÁCIL

Fazer discursos, proferir palavras, é algo que gera prestígio e estimula a vaidade. O desafio é sustentar uma preleção, sobretudo se essa for referente às condutas para um viver. Fazer discursos fácil, difícil é ser aquilo que se professa, seja em pensamentos, palavras ou ações. A vida é desafiante. A todo momento ela nos surpreende com acontecimentos que muitas vezes nem poderíamos imaginar. São esses os momentos do teste. Aqui é o espaço da ética. É no presente que a vida testa a conduta humana. Quando pensamos em felicidade, há quem diga que ser feliz é ser realizado, mas, ser realizado em que? É no presente vivo que a conduta se manifesta. Até que ponto estamos comprometidos com os valores que professamos? Até que ponto somos capazes de sustentar em pensamento, palavra e ação, a nossa verdadeira natureza? Qual é a nossa verdadeira natureza? Falar, discursar, fazer pregações é fácil, difícil é ser um ser verdadeiro, um ser de bondade, de beleza, de alegria e de justiça. O teste acontece no presente da presença viva. Postura ética é igual à postura física, à postura psíquica. A pessoa humana é uma unidade na diversidade, é plural e uno, ao mesmo tempo o tempo todo.

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vivi

LIVRE OU APRISIONADO ?

Há um aspecto interessante  dentre tantas perguntas que são feitas numa existência, é claro, para aqueles que questionam, refletem, querem mais, ampliam seus horizontes, não são os acomodados. Uma questão se refere ao livre arbítrio. Muitas são as pessoas que afirmam – é minha liberdade, sou livre para agir e portanto, devo ser respeitado sempre. Porém, esquecem que vivemos juntos, e para sermos respeitados precisamos respeitar. Que liberdade depende do outro. Que todo agir está submetido a consequências de escolhas, as quais somos responsáveis. Então, livre arbítrio está diretamente vinculado à ética, ao ser ético, diferente do moralista. Então, “não há nada muito misterioso no livre arbítrio. Você faz o que quer fazer e não faz o que não quer fazer”. Rebe Nachman de Bratslav (1772-1810). O livre arbítrio sempre estará na condição de um aprisionamento e de uma liberdade. Até onde posso ir? Quais as consequências, no agir como no pensar. Portanto, pensar bem faz bem.

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vivi

QUEM SÃO OS TOLOS ?

Muitos são os tolos que andam à solta por aí disseminando pessimismo e descrédito, amarrados na preguiça de sua própria ignorância. Alguns chamam de zona do conforto, outros de preguiça em querer ver a realidade e terem que fazer algo, se mexerem. Benjamin Franklin afirmava “Um tolo letrado é muito mais tolo que um ignorante.” Cuidado, com um pouco de atenção e percepção, poderemos notar que o maior ignorante é aquele que não quer ver e que, ter informação, ser proprietário de títulos e certificados, não significa sabedoria.

Abraços  ****

Vivi

SONHAR JUNTO É MAIS POTENTE

Diante das perguntas – a que vim? O que estou fazendo aqui, nesta existência? Existir para que? Qual o sentido disto tudo? – um posicionamento existencial, quase que se torna uma exigência. Pessoas comprometidas com um sentido maior de existência, onde a qualidade de presença é algo relevante, onde a criança e toda criança merece e precisa ser respeitada, amada, acolhida, protegida, pois nela está o adulto, o futuro, o horizonte, a fonte da vida, em fim… sonhos que podem se tronar realidade, são pessoas que alguns julgam serem sonhadoras, idealistas, românticas demais. Contudo, não necessariamente sonhadoras, mas, pessoas que acreditam na força transformadora da vida, acreditam na vida como um bem maior. Pessoas, cuja ética é conduta existencial, um valor do qual não se pode abdicar. Em terrenos desertificados do materialismo estéril e ignorante, se puderem estender as mãos para andarem juntas em seus sonhos e propósitos, certamente estas pessoas, estarão protegidas das forças pessimistas, para se fortalecerem com a própria força vitalizante da vida. Portanto, “Um sonho que se sonha só, é só um sonho que se sonha só. Um sonho que se sonha junto, é realidade.” Raul Seixas.

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Vivi

HONRAR O SAGRADO

Os hinduístas reconhecem o maravilhamento do divino com absoluto respeito. Ao se cumprimentarem com as mãos unidas, eles fazem a reverência ao sagrado mistério, Namaste! Em nosso cotidiano reverenciar o outro no encontro através do gesto de honra e humildade, é se reconhecer pertencente a esta grandiosidade, inexplicável, mas, sentida e experimentada, quando uma alma, encontra uma outra alma. Neste encontro verdadeiro e sincero, a beleza ilumina e irradia o sagrado. O divino que habita em cada ser humano, em cada ser vivo se manifesta. O encontro humano é para ser honrado e dignificado pois, é nele que o divino mistério se manifesta. Se houver olhos para ver, ouvidos para ouvir, pele para sentir e a alma para viver, o sagrado estará presente, na presença da eternidade de uma faísca.

Abraços   ****

Vivi

UM MEIO EM CONFUSÃO

A trajetória do ser humano ao longo de uma existência, para aqueles que refletem, vem acompanhada de inúmeros questionamentos. Para aqueles que passam pela vida no automatismos, as dúvidas existenciais aparecem, mas, nem sempre se tornam perceptíveis. Contudo, aqueles que acessam as perguntas interiores, muitas são as dúvidas que podem se tornar perceptíveis. O nascimento, por exemplo, traz com ele questões: de onde vim? por que existo? qual a razão do meu nascimento? por que nasci aqui e não ali? por que nasci nesse tempo e não em outro? Dúvidas e mais dúvidas, podem acompanhar toda uma existência. Se houve um nascer, certamente haverá um morrer, então, outras dúvidas aparecem: o que é a morte? ela é o fim de tudo? há renascer? o que é o morrer, como se dá? para onde vou após a morte? qual é o sentido de um nascer para depois tudo se acabar? para onde vai todo o conhecimento e experiências acumulados ao longo de uma vida? Dúvidas e mais dúvidas surgem…  O nascimento é motivo de muitas dúvidas, a morte é motivo de muitas outras dúvidas e o meio, o tempo entre o nascimento e a morte? Aqui é o tempo da confusão. Como não existe clareza mental e falta autoconsciência, auto conhecimento, a ignorância vem acompanhada de desejos e apegos intermináveis e a confusão total se estabelece. Muitas são as pessoas que passam uma vida “lutando” internamente, vivendo numa condição de sofrimento para si e para o seu entorno. Se houve a possibilidade de pausar, ouvir as reflexões naturais da existência humana e a busca dos caminhos esclarecedores, talvez muita confusão poderia ser evitada e a vida poderia ser vivida com mais alegria, felicidade, plenitude, entusiasmo, bom senso e autoconfiança.

Abraços    ****

vivi

DESLUMBRAMENTOS

Diante da magnitude do Universo, quando nos entregamos de corpo e alma para contemplar e sentir a experiência mística, todo o nosso ser é tomado pelo sentimento de completude. Albert Einstein (1879 – 1955) sentia um deslumbramento místico ao contemplar o Universo. Numa sitação de Karen Armstrong : “Saber que o que é incompreensível para nós realmente existe, manifestando-se a nós como a suprema sabedoria e a mais radiosa beleza, que nossas obtusas faculdades só podem entender em suas formas mais primitivas – esse conhecimento, esse sentimento está no âmago de toda religiosidade verdadeira. Nesse sentido, e apenas nesse, pertenço à categoria dos homens fervorosamente religiosos.”

Abraços    ****

Vivi

OBEDECER OU RESPONSABILIZAR – ONDE FICA A EDUCAÇÃO?

Ao longo dos últimos séculos o mundo esteve acostumado a obedecer e cumprir ordens. Desde a escravatura seguindo pelas ditaduras, pela eugenia, pelo pensamento linear e monolítico, os espaço para refletir, compreender, opinar, simplesmente foram inexistentes.Então, os cidadãos aprenderam a responder aos regramentos sociais, que atendem às conveniências de uma minoria, de forma automatizada. Sob controle, com o medo instalado, o que resta é condicionamento. Neste contemporâneo, com a amplitude e velocidade da circulação das informações nas redes sociais advindas da tecnociência, este quadro começa a ganhar novas perspectivas, exige-se responsabilidade . O cidadão tem acesso a seus direitos legítimos de sua cidadania dentro da democracia, mas a democracia é um processo que está sendo construído e neste sentido ainda precisa ser construída a capacidade de responsabilização diante dos direitos e deveres de todos, em função de um bem comum e não apenas de alguns. Aqui, Estado e Cidadão deverão assumir conjuntamente a responsabilidade cooperativa na construção de espaços que beneficiem a todos igualmente, equitativamente. O reconhecimento desta diferença é fundamental para a maturidade do indivíduo e do coletivo. Estas instâncias não estão separadas, mas formam um organismo vivo em permanente mutação. Neste sentido o papel da Educação é de fundamental importância, mas, ela também depende da abertura de espaços para reflexão. Saber pensar e pensar bem, sem julgar, sem impor verdades únicas, sem direcionamentos unilaterais. A formação do sujeito ético é a fundamental tarefa para este século e quem sabe para os próximos também, afinal a responsabilidade é de todos para todos. Se não soubermos ouvir para querer compreender, não conseguiremos cidadãos plenamente responsáveis.

Abraços    ****

Vivi