IMAGENS E MÁSCARAS

No mundo onde as aparências são valorizadas, construir máscaras e se preocupar com a imagem de representação, é algo que adquire uma tal dimensão que, muitas pessoas não conseguem sequer perceber que estão coladas nesta estratégia de pertencimento, muito enfatizada pelo capitalismo perverso. Sem um treinamento de atenção, as pessoas não conseguem diferenciar a pessoa da personagem de representação, no teatro mercadológico social, em busca de reconhecimento do outro e do mundo. Estamos tão habituados a se preocupar com o nosso Ego, que muitas vezes não conseguimos perceber o “rídiculo” desta infantilidade. Libertar-se das máscaras, não tem sido uma tarefa fácil para as pessoas que buscam sua liberdade. As imagens nos atraem e com facilidade esculpimos novas máscaras de representação, até o momento que uma consciência pede passagem. São as chamadas crises existenciais que, na busca de uma identidade se vê dissolvida num mar de representações. Este é o momento onde não se sabe mais o que se quer na vida, não é mais possível saber do que gosta e do que não gosta, perdeu-se a referência. Mas, como toda crise, tem seu lado positivo, afinal é a grande oportunidade de um redimensionamento na vida. Ter esta consciência e percepção, é sinal de maturidade. Se for possível acionar um pouco de coragem nesta história, veremos o quão rico e nobre é este momento, onde podemos descolar as máscaras e reconhecer a si próprio. Aqui ganha-se a liberdade.

Abraços  ****

vivi

SEMINÁRIO

ATENÇÃO,  CONCENTRAÇÃO e PRÁTICAS MEDITATIVAS

  MÓDULO III     –       Dias  06 e 07 / Junho

  Inscrições: (18) 3622-7053

[email protected] 

Dando continuidade às modalidades meditativas desenvolvidas nos módulos I e II, focalizaremos neste próximo módulo III, as práticas meditativas focadas no silêncio das sensações e da mente, sempre objetivando uma ampliação de consciência e uma percepção mais fiel da realidadeOs conceitos transitam com a própria experiência humana e ganham consistência à medida que se tornam mais familiares.

Nas últimas décadas a ciência tem adentrado na investigação de práticas que eram consideradas restritas ao âmbito da espiritualidade. Muito se fala hoje a respeito dos efeitos psicofisiológicos da meditação e os resultados da oração. Respeitáveis cientistas estão voltando sua atenção para os  benefícios à saúde mental e física das práticas meditativas, quando realizadas com verdadeiro envolvimento e disciplina.

A meditação tem sido objeto de interesse em diversas áreas do conhecimento no sentido de verter no cotidiano a clareza mental, conquistada por meio de sua prática.

Vivi Tuppy – Psicopedagoga, Bioterapeuta, Professora de Ética e Práticas Meditativas com formação pela Associação Palas Athena/SP, coordena grupos de meditantes; Gestora dos Programas Educadores da Paz e Gestores da Paz junto à Diretoria Estadual de Ensino de Araçatuba/SP, atuando com as Práticas Atencionais do Centramento, Coordenadora do Comitê da Alta Noroeste Paulista para a Cultura de Paz em Araçatuba/SP.

www.vivituppy.com.br

 Na sexta-feira o Seminário acontece das 19h às 22h.

No sábado das 9h às 17h30′  (com intervalo para o almoço).

O investimento é de R$ 290,00 (pode ser dividido em 3x no cheque). 

Como as vagas são limitadas, peço a gentileza de reservar a vaga.

 

AUTOCONTROLE PARA A COMPAIXÃO

O primeiro passo na direção da compaixão é a auto-compaixão. É construir uma amizade verdadeira conosco mesmo. Uma atitude benevolente com a pessoa que somos, nos permite compreender a importância de transcender nossos egoísmos e expandir nossa consciência, de tal forma que possamos incluir com respeito e dignidade, as pessoas à nossa volta, bem como todos os outros seres. Se mantivermos em nossos corações uma atitude obsessiva para conosco mesmo, alimentando vaidades,  nossos olhos não conseguirão ver outras possibilidades de relacionamento, senão pela via egoísta. A experiência da compaixão é altamente revigorante, ela e só ela, nos permite acessar camadas de nossa consciência onde o plenamente humano pode se manifestar. Porém, a compaixão só é possível pelo autocontrole, pela auto-governabilidade.  “Só podemos ser afetuosos e compassivos se, ao mesmo tempo, refrearmos nossos impulsos e desejos daninhos”, nas palavras sábias de S.S. Dalai Lama. A racionalidade da lógica nos permite compreender com facilidade este raciocínio, a questão se instala em nossa emoções, que acionam memórias, sentimentos, muitas vezes instalados pela nossa história pessoal e pela cultura a qual estamos envolvidos. São Paulo afirmou : ” a prática da caridade é incompatível com os estratagemas ofensivos que concebemos para prejudicar os outros e inflar nosso ego” .

Abraços    ****

Vivi

CANALIZAR OS IMPULSOS NEGATIVOS

O conviver contemporâneo tem evidenciado de forma contundente, a dificuldade de relacionamentos entre pessoas, grupos, sociedades e culturas. O estresse tomou conta dos espaços públicos e privados, causando estranheza, impetuosidade, isolamento, baixíssima tolerância, imposições de todas as ordens. O que fazer com as nossas emoções em um mundo de diversidades? Estamos imersos na agitação, nas exigências, nos excessos de sons de uma imensa polifonia, estímulos para todos os lados onde a natureza tende a ficar em segundo plano. A poluição das luzes impedem o admirar do céu da noite. Este cenário, sempre o mesmo para todos os lados, tem causado confusão mental e emocional. Estamos perdendo o propósito de nossa existência. Então, o que fazer? Como lidar com as nossas emoções, que é muito mais veloz que a nossa capacidade de ponderar? Haveria algo que poderia auxiliar a pessoa humana a controlar melhor sua mente, canalizando criativamente os impulsos destrutivos? Haveria algo que poderia permitir o reconhecimento das emoções destrutivas no seu nascedouro, impedindo que elas se manifestem, ou que sejam transformadas? Esta tem sido uma busca de pessoas que ao longo da história humana, que se dedicaram intensamente para encontrar as vias mais dignificantes para o viver e o conviver dos seres  humanos. Também tem sido uma busca de grandes pesquisadores, neurocientistas, psicólogos, biólogos em diversas universidades pelo mundo a fora. De tudo o que se tem compilado, juntamente com a tecnologia disponível para os pesquisadores, a Meditação na Plena Atenção tem sido um caminho que a cada dia vem sendo apontado como mais efetivo. Para canalizar nossos impulsos destrutivos, a proposta dos pesquisadores que se dedicam a estabelecer um diálogo entre ciência e espiritualidade tem sido, a prática regular e disciplinada da Meditação na Plena Atenção.  Uma prática que requer conhecimento, reflexão, acompanhamento e ética.

Abraços   ****

vivfi

OS INFORTÚNIOS

Do ponto de vista biológico, nós seres humanos aprendemos a nos afastar de tudo que possa ser uma ameaça às nossa sobrevivência, e nos aproximar de tudo que favoreça a nossa vida. Nos afastamos do desprazer e nos aproximamos do prazer, dos infortúnios queremos distância. Ocorre que, devido à ausência de conhecimento, falta de percepção ou de negação à compreensão, nos negamos a ver que, grande parte do nosso sofrimento é criado por nós mesmos. Muitas vezes nós mesmos somos a causa de nosso infortúnio. Até mesmo pela condição de recusa em querer ver, querer compreender, ter consciência de que, em muitas circunstâncias, nós somos os causadores de nossos próprios sofrimentos. Quando negamos a tomar contato com nossos padrões mentais, padrões de pensamentos, atitudes desagregadoras, estamos mantendo nosso sofrimento pessoal e pior, causando sofrimento às pessoas que estão à nossa volta, perpetuando o ciclo de infortúnios. Lidar com as nossas frustrações requer coragem, humildade, boa vontade. Abrir mão de um padrão mental requer diligência pessoal, compromisso auto-deliberativo. A imaturidade e a estreiteza de percepção nos torna criaturas assustadas, inseguras, inquietas, angustiadas diante de nossos fracassos e nossas falhas, nos tornando criaturas sempre prontas para atacar, o que ainda pode favorecer mais atitudes hostis. Quebrar esta espiral de infortúnios é um desafio pessoal, altamente nobre, fruto de uma escolha pessoal comprometida com a dignidade humana.

Abraços    ****

Vivi

A SOMBRA

“Os junguianos falam de um mecanismo que nos permite esconder de nosso eu consciente os motivos, desejos e tendências menos louváveis que influenciam nossos pensamentos e nossos atos e às vezes emergem no sonho.” Esta referência  da escritora Karen Armstrong vem, vem pontuar a necessidade de estarmos conscientes dos aspectos obscuros de nossa personalidade, lugares pouco acessados, mas, altamente reveladores do nosso eu mais profundo. Todos nós humanos, apresentamos uma face luminosa, mas, igualmente uma face com a qual nem sempre estamos dispostos a trazer à consciência. Se pudermos compreender que estamos em constante processo de formação, que temos uma vida inteira para nos aprimorar, negligenciar as oportunidades reveladoras de nossa sombra, revela uma atitude infantilizada de nosso ser. Estar de mãos dadas com a nossa sombra, com os aspectos mais sombrios do nosso ser, é ter a coragem de se reconhecer, conhecer, para poder se transformar. Se não tivermos a humildade e a abertura para a transformação, continuaremos numa infantis, mesmo estando já na idade adulta. Ao nos apossarmos desta região mais obscura de nossa psique, como os desejos de vingança que aparecem em determinadas situações, fantasias sexuais, estranhas crueldades, que podem nos horrorizar em determinados momentos, mas, é a chave para a transformação. Além disso, se não conseguirmos aceitar nossa sombra, é bem provável que julgaremos e veremos com maus olhos a face obscura dos outros. Quem não consegue lidar com suas próprias inclinações, passa a acreditar que só os outros são maus e desprezíveis. O reconhecimento de nossa sombra, com respeito e maturidade, nos permite seguir rumo à nossa liberdade.

Abraços   ****

Vivi

NOSSAS CRIANÇAS NA ÉTICA DA COMPAIXÃO

 Onde estão nossas crianças quando pensamos em um mundo mais compassivo? Será que incluímos nossas crianças quando pensamos em ações formativas no éthos da compaixão? Nossas crianças tem sido incentivadas a tratar com respeito os amigos, os professores, os pais, os idosos e todas as pessoas  de seu relacionamento e nos encontros  do social? Somos nós verdadeiros exemplos de respeito para nossas crianças, o tempo todo e o dia inteiro? Ensinamos as nossas crianças a respeitar os outros povos, as outras tradições culturais e espirituais? Oferecemos informações a elas de forma que possam refletir e escolher caminhos onde a inclusão é um valor? Oferecemos às nossas crianças informações adequadas sobre o nosso país e os outros países que compõe a família global, tendo o respeito e a gratidão como um valor precioso? Somos capazes de informar nossos estudantes sobre a história de nosso país e dos demais, tendo a oportunidade de compreender suas falhas e seus triunfos? Nossos currículos escolares incluem o valor da empatia e do respeito, sendo nossos educadores exemplos vivos e permanentes destes valores? Todas as pessoas podem ser uma pessoa de bem, uma pessoa cuja presença possa ser exemplo vivo da bondade neste mundo, portanto, incutir o éthos da compaixão em nossas crianças é da maior importância, seja na família, nas escolas, nos meios informacionais , seja nos ambientes onde a convivência aconteça, mais próxima ou mais distante. Compaixão também se aprende, portanto, é nossa responsabilidade ensinar, oferecer todas as oportunidades para uma criança, um adolescente, um jovem ter a experiência encarnada da amorosidade da compaixão.

Abraços   ****

Vivi

….. COMO A TI MESMO.

No mandamento bíblico ” Ama a teu próximo como a ti mesmo”, nem sempre entendemos que só poderemos amar ao próximo se soubermos amar e respeitar a nós mesmos. Quem não consegue amar a si mesmo não consegue amar as outras pessoas, estejam elas mais próximas ou mais distantes. Todos nós temos talentos e belas qualidades que só poderão ser compartilhadas com as outras pessoas, se forem primeiro reconhecidas e nutridas por nós mesmos. Porém , as pessoas apresentam grande dificuldade de amarem a si mesmas. Numa sociedade capitalista empenhada em atingir metas, somos treinados a cair em depressão quando não alcançamos os objetivos impostos pela cultura capitalista e não conseguimos realizar plenamente nossas potencialidades. O sentimento de fracasso, inadequação, desamparo e falta de controle, estão diretamente ligados à incapacidade de auto-reconhecimento de si próprio, permanecendo no corrosivo sentimento de inferioridade, que muito foi difundido nos países colonizados por seus colonizadores. Porém, há uma necessidade biológica do ser humano de receber cuidados e cuidar das outras pessoas. A compaixão é essencial para toda a humanidade. Quando me reconheço como ser humano, na minha dignidade é possível dignificar todos os outros seres humanos. Quando conseguimos ser amorosos, ser generosos e gentis conosco mesmo, podemos verter estes sentimentos a todos os seres vivos.

Abraços   ****

Vivi

UMA FAMÍLIA UMA ESCOLA

Embora que o modelo de família venha sendo alterado nos últimos anos, ainda é neste núcleo que aprendemos a conviver. Toda criança nasce ou cresce neste grupo humano onde tem a experiência da convivência, da partilha, da cooperação. Aqui aprendemos o que é desapego.É na família que vamos ter as primeiras experiências de reconsiderar nossos interesses pessoais, para atender às necessidades das outras pessoas. Aqui vamos ter a experiência encarnada do que vem a ser o perdão, a capacidade de controlar, auto regular nossas emoções. Neste grupo, temos a oportunidade de perceber as tensões que se ativam pelos atritos das diferenças individuais em relação à autoridade, localizando onde está o poder explicito, o poder dissimulado, as coerências e as incoerências, a necessidade de partilhar o espaço físico e emocional. Aqui aprendemos as regras da convivência. Os confucionistas ensinavam que a família é uma escola de compaixão, pois é nela que aprendemos a conviver com os outros diariamente. Na família fazemos contato com temores e esperanças na relação com as pessoas que a compõem, aprendendo a se manejar nas discussões e desavenças. Mas é aqui também que temos a chance de aprender o que significa um vínculo afetivo, que podemos levar para o resto de nossa vida. Então, como podemos transformar a nossa família de hoje em uma escola de compaixão, onde as crianças possam aprender a importância de tratar todos com respeito, porque todos se tratam respeitosamente? Como seria a vida familiar, se cada membro da família tentasse realmente tratar os outros, “diariamente e o dia inteiro”, como gostaria de ser tratado? Poderíamos ser melhores, se cada um depositasse o seu esforço e compromisso pessoal, de pensar um pouco mais  para evitar falar impensadamente, de forma impulsiva mas, ter a gentileza, a cordialidade e a gratidão como uma conduta a ser seguida regiamente o tempo todo. Uma família é uma grande escola de aprendizagem da compaixão, da amorosidade, do silêncio e da paciência pedagógica.

Abraços   ****

Vivi

PRECISAMOS RECONSIDERAR

Diante dos desafios contemporâneos marcados pela crise econômica, mudanças climáticas, crise de valores, belicosidade hostil entre pessoas e povos, fica mais que evidente a  necessidade de buscarmos meios com os quais possamos nos orientar. Urbanização social, Estados poderosos e industrializados, agressiva economia de mercado, violência crescente, são fatores que contribuem para a desagregação social, coletiva e individual. Os grandes avanços da tecnociência, altamente proveitoso para toda a humanidade, tem ofuscado nossa percepção impedindo  uma investigação mais acurada da nossa vida interior. Buda, Confúcio, Jesus, Maomé, Gandhi, foram grandes líderes que sinalizaram caminhos dentro do seu tempo histórico, fazendo todo sentido nos dias de hoje, diante dos mesmos desafios que eles enfrentaram em seu tempo.Todos eles se dispuseram a realizar mudanças fundamentais nas tradições que herdaram. Karen Armstrong afirma que ” para tentar construir um mundo mais compassivo também precisamos adotar outro modo de pensar, reconsiderar as principais categorias de nossa época e encontrar novas maneiras de enfrentar os desafios atuais.” Não há como fazer mudanças se continuarmos a agir com o mesmo raciocínio que conduziu à desestruturação social e planetária. Para que as mudanças ocorram, precisamos mudar nosso modo de pensar para mudar o nosso modo de agir. Precisamos alterar as lentes, a forma como vemos o mundo, como enxergamos a realidade, tendo a coragem de criar para transformar. Precisamos como que subir no alto de uma montanha, e então poder ver as coisas de um outro ponto de vista, sob uma outra perspectiva, mais ampla, contextualizada, interligada, interdependente, equânime, em permanente processo de mudança e ainda desprovida de julgamentos.Ver com o espírito e propósito de querer compreender para adequar, incluir e transformar.

Abraços    ****

Vivi