A CRIANÇA É UM SUJEITO DE DIREITO?

Sim, a criança, o adolescente o jovem, todos são sujeitos de direito. Não há mais nenhum espaço para continuar desconsiderando as nossas crianças, adolescentes e jovens como se eles fossem desprovidos de seus direitos. Todos têm o direito preservado e assegurado na lei. Eles têm direito a educação, saúde, dignidade e liberdade, portanto precisam ser ouvidos. Se, queremos que nossos jovens sejam responsáveis, sejam indivíduos e cidadãos respeitosos e honestos, cabe a nós adultos, ensinarmos a eles estes valores fundamentais para a saúde das relações de convivência na diversidade. Estes valores, só serão incorporados, muscularizados pelos nossos jovens se eles tiverem a oportunidade de aprenderem e este aprendizado não será pela via da arbitrariedade, mas, sim pela via da corresponsabilidade, da transparência honesta dos adultos como modelo a ser seguido. Como sujeitos de direto, nossas crianças,  adolescente e jovens precisam ser ouvidos, precisam e merecem serem considerados. Quem disse que eles não sabem pensar? Quem disse que eles são incompetentes? Quem disse que eles são desprovidos de potencialidades? Talvez sejam aqueles que não acreditam em si mesmos e por isto insistem em serem controladores, insistem em continuar se manejando na vida pela desqualificação e intimidação. Não será pela imposição, pelo berro, pelo mando, pela subjugação que os adultos irão ensinar responsabilidade, respeito e honestidade. Enquanto não dermos espaço de voz e considerarmos nossas crianças, adolescentes e jovens como sujeitos de direitos e, portanto, que tem direito a ter direitos, tem o direito de serem ouvidos e considerados na sua humanidade e dignidade, continuaremos perpetuando e disseminando violência pelo mundo afora.

Abraços   ****

Vivi

CORRETIVO NÃO É PUNITIVO

Aprisionados no modelo disciplinar, hierárquico, monolítico, o contemporâneo encontra resistência em fazer uma nova dobra no processo civilizacional. Com o declínio da sociedade industrial dos corpos dóceis, disciplinados e úteis e com a decadência da figura do homem-máquina, o autômato, novos ares começam a permear as relações humanas. A tecnociência contemporânea aponta para novos modos de subjetivação. São novas formas de pensar, de viver, de sentir, de agir, são novos modos de ser e estar neste mundo. Novas linguagens acabam gerando novas formas de interlocução nas relações de poder. O contemporâneo, com suas redes de relações, não se disponibiliza mais em aceitar passivamente a punição pela punição, na arbitrariedade. Embora que já tenhamos leis que evidenciam tais mudanças, ainda agimos pelo modelo disciplinar, onde a punição esvaziada da reflexão, desemboca na hostilidade. O sujeito autônomo pede espaço de voz, porque a liberdade não existe sem dignidade. Se a responsabilidade é um valor e se para conviver nas diferenças é preciso organização, mudaram as formas de intervenção. Toda correção é necessária para a preservação do bem comum, mas, ela só terá sentido se estiver acompanhada do diálogo, no intercâmbio entre as ideias. Este talvez seja o espaço que a sociedade contemporânea começa a construir, onde não cabe mais punição pela punição, mas colaboração, cooperação. Onde a correção sempre deverá vir acompanhada da contextualização que amplia a percepção, abrindo o espaço para considerar o lugar comum, o mundo comum. Aqui todos podem ser contemplados e incluídos na igualdade de direitos, mas sem jamais desconsiderar o bem comum. Este é o lugar do verdadeiro cidadão.

Abraços    ****

Vivi

QUASE IMEDIATAMENTE DESATUALIZADO

Um dos fatores estressantes do contemporâneo é a impossibilidade de acompanhar a velocidade com que as informações circulam nas redes. Informações de todos os tipos. A multiplicidade dos acontecimentos e a produção de conhecimento, contabilizando as modas e os modismos em todos os setores sociais, vão sendo adicionados, gerando a crescente necessidade de estar atualizado em todos os perfis. Tudo à disposição para ser consumido, lido, apropriado, acessado e compartilhado, em ondas que geram a diversidade das demandas. Impossível acompanhar! Um excessivo que vem colado com a sensação de desatualização permanente. O fast, o descartável, o resignificado, o maquiado, que se transforma em novidade permanente criando a necessidade de estar “em todas”, de “curtir” tudo ao mesmo tempo. O economista Jeremy Rifkin pontua este cenário afirmando que “em um mundo de produção customizada, de inovação e de atualizações contínuas e de ciclos de vida de produto cada vez mais breves, tudo se torna quase imediatamente desatualizado.” Saber se manejar mantendo-se saudável neste modo de sociabilização, tem sido um grande desafio do contemporâneo. Cabe lembrar que, esta lógica social interfere diretamente em nossos corpos e nossa subjetividade. Ter consciência destas afetações é fundamental em nossos dias para evitar tédios, frustrações, baixa autoestima, sentimento de incompetência, ansiedade e tantas outras respostas somáticas e psicossociais. Atenção ainda é um ingrediente fundamental. Na distração somos levados por esta roda que gira em alta velocidade, para que estejamos sempre repetindo no automático e servindo o sistema, ou seja, consumindo qualquer coisa sem fim.
Abraços ****
Vivi

Um dos fatores estressantes do contemporâneo é a impossibilidade de acompanhar a velocidade com que as informações circulam nas redes. Informações de todos os tipos. A multiplicidade dos acontecimentos e a produção de conhecimento, contabilizando as modas e os modismos em todos os setores sociais, vão sendo adicionados, gerando a crescente necessidade de estar atualizado em todos os perfis. Tudo à disposição para ser consumido, lido, apropriado, acessado e compartilhado, em ondas que geram a diversidade das demandas. Impossível acompanhar!  Um excessivo que vem colado com a sensação de desatualização permanente. O fast, o descartável, o resignificado, o maquiado, que se transforma em novidade permanente criando a necessidade de estar “em todas”, de “curtir” tudo ao mesmo tempo. O economista Jeremy Rifkin pontua este cenário afirmando que “em um mundo de produção customizada, de inovação e de atualizações contínuas e de ciclos de vida de produto cada vez mais breves, tudo se torna quase imediatamente desatualizado.” Saber se manejar mantendo-se saudável neste modo de sociabilização, tem sido um grande desafio do contemporâneo. Cabe lembrar que, esta lógica social interfere diretamente em nossos corpos e nossa subjetividade. Ter consciência destas afetações é fundamental em nossos dias para evitar tédios, frustrações, baixa autoestima, sentimento de incompetência, ansiedade e tantas outras respostas somáticas e psicossociais. Atenção ainda é um ingrediente fundamental. Na distração somos levados por esta roda que gira em alta velocidade, para que estejamos sempre repetindo no automático e servindo o sistema, ou seja, consumindo qualquer coisa sem fim.

Abraços   ****

Vivi

CLAMAR PELA VIDA

Dentro do processo evolutivo, a natureza dotou o ser humano da capacidade de se proteger das situações ameaçadoras da vida, equipando-o com dispositivos que viabilizam a sua capacidade de se organizar, selecionar e decidir. Diante da imensidão assustadora do espaço e do tempo e das ameaças dos predadores e das alterações ambientais, o cérebro humano, experimentou os medos. Esta forte emoção que nos acompanha até os dias atuais, obstaculiza em muitas situações a nossa capacidade de criar, de inovar e de clamar pela vida. As auto-repressões, em grande parte advém dos nossos medos de experimentar nossas emoções na exaltação da vida. Deixar de viver a exuberância grandiosa da vida é se aprisionar nas falsas armaduras dos medos que constroem cenários inexistentes na realidade. Clamar pela vida, é ter a coragem e a sabedoria de abandonar os medos mentais para dar espaços para a criatividade. É através deste fluxo de vitalidade que podemos nos conectar com o melhor e o maior que a vida nos oferece, algo que já está, já nos foi dado, basta apenas querer acessar a nossa felicidade genuína e o amor incondicional.

Abraços   ****

Vivi

MATURIDADE ATÉ NA POLÍTICA

A maturidade política depende da maturidade dos cidadãos da polis. Agir politicamente correto é agir em função do bem comum, do bem de todos os cidadãos da polis, onde nasce o sentido de comunidade. A consciência política é algo que se constrói na medida em que o povo, o cidadão e seus representantes escolhidos, começam a ter a clara percepção do seu papel dentro da comunidade social com os seus direitos e deveres, sobretudo se esta sociedade é regida pelo sistema democrático. Este é o sistema onde o povo elege seus representantes. A democracia enquanto sistema de governabilidade é também um organismo vivo. No seu conjunto de ideias e propósitos, ela se transforma, se modifica, na dinâmica do seu processo. Como todo organismo vivo é no processo, na experiência viva que ela vai ganhando maturidade e se concebendo como tal. O processo democrático ao longo da sua história foi conquistando sua consciência maturacional, enquanto processo em si, no seu corpo de ideias, propósitos e significados, como também e igualmente, na consciência daqueles que a vivenciam. Historicamente, vivenciamos a passagem de uma democracia representativa e começamos a experimentar uma democracia de participação, que está tendendo a avançar no seu processo maturacional. Em conjunto com as consciências individuais e o coletivo, os acontecimentos já estão sinalizando os rudimentos de uma democracia de comunidade. Nesta passagem, se encontram as formas COMO as ações e procedimentos se expressam, pois surge um elemento decisivo, o PODER. Na democracia o poder não é vertical, mas, horizontal e o pensar requer um pensar complexo e não linear apenas, para se compreender e considerar os contextos e suas inter-relações. Há que saber manejar a arte do diálogo, mas, um diálogo que esteja a serviço da comunidade, do bem comum, do bem de todos. Talvez, a comunidade mundial esteja evidenciando que estamos nestes espaços, nesta etapa da jornada, onde política se faz com todos através do compromisso ético de cada um.
Abraços ****
Vivi

A maturidade política depende da maturidade dos cidadãos da polis. Agir politicamente correto é agir em função do bem comum, do bem de todos os cidadãos da polis, onde nasce o sentido de comunidade. A consciência política é algo que se constrói na medida em que o povo, o cidadão e seus representantes escolhidos, começam a ter a clara percepção do seu papel dentro da comunidade social com os seus direitos e deveres, sobretudo se esta sociedade é regida pelo sistema democrático. Este é o sistema onde o povo elege seus representantes. A democracia enquanto sistema de governabilidade é também um organismo vivo. No seu conjunto de ideias e propósitos, ela se transforma, se modifica, na dinâmica do seu processo. Como todo organismo vivo é no processo, na experiência viva que ela vai ganhando maturidade e se concebendo como tal. O processo democrático ao longo da sua história foi conquistando sua consciência maturacional, enquanto processo em si, no seu corpo de ideias, propósitos e significados, como também e igualmente, na consciência daqueles que a vivenciam. Historicamente, vivenciamos a passagem de uma democracia representativa e começamos a experimentar uma democracia de participação, que está tendendo a avançar no seu processo maturacional. Em conjunto com as consciências individuais e o coletivo, os acontecimentos já estão sinalizando os rudimentos de uma democracia de comunidade. Nesta passagem, se encontram as formas COMO as ações e procedimentos se expressam, pois surge um elemento decisivo, o PODER. Na democracia o poder não é vertical, mas, horizontal e o pensar requer um pensar complexo e não linear apenas, para se compreender e considerar os contextos e suas inter-relações. Há que saber manejar a arte do diálogo, mas, um diálogo que esteja a serviço da comunidade, do bem comum, do bem de todos. Talvez, a comunidade mundial esteja evidenciando que estamos nestes espaços, nesta etapa da jornada, onde política se faz com todos através do compromisso ético de cada um.

Abraços    ****

Vivi

AÇÃO NÃO-VIOLENTA – UM ATO DE CORAGEM

A violência seja ela operacional, estrutural, ou institucional é sempre um ato de covardia. O uso da violência indica a total falta de inteligência, é o lugar dos medíocres e ignorantes. A violência gera sofrimento por onde ela se manifesta, na relação, naquele que a pratica e naquele que sofre a violência. Responder ao mundo, aos acontecimentos, por meio da violência demonstra fragilidade e sofrimento. A violência é sempre um ato de covardia daquele que a exerce. A não-violência é o lugar da coragem. Só o corajoso consegue resistir, pois ele possui clareza de propósitos, firmeza interna, determinação, inteligência. Ações de não-violência exigem do praticante resistência e persistência, pois é um ato que demanda intensa força interna, demanda “têmpera”, demanda capacidade de dialogar, capacidade para lidar com os pulsos internos na  regulagem de quando avançar e quando retroceder, mas, nunca perder o sentido verdadeiro. Aquele que opta pela ação não-violenta, se compromete com a verdade. É verdadeiro e íntegro no pensar, no sentir e no agir, em todos os momentos de sua vida e em todas as instâncias. É íntegro no falar e no gestuar. A ação não-violenta se conduz pela igualdade de todos os seres vivos, pelo respeito obsoluto pela vida, pela dignidade. As pessoas que se conduzem na vida através da não-violência ativa, são determinadas porém não fanáticas, são inteligentes e não estúpidas, são vitalizadas e não preguiçosas, são honestas consigo e com todos e não corrupta. Ser não-violento é uma escolha de maturidade. A ação não-violenta está comprometida com a verdade e o amor absolutos.

Abraços   ****

Vivi

HUMANIZAÇÃO – O PRÓXIMO PASSO

Evolutivamente os seres humanos conquistaram a sua hominização, agora precisamos seguir para o próximo passo, que é o da humanização. Assumimos a postura ereta, conseguimos nos locomover sobre duas pernas e dois pés. Temos braços e mãos para construir e abraçar. Já somos capazes de pensar, mas, ainda não somos capazes de escolher considerando a nossa comunidade comum. Individualmente, até conseguimos pensar e até às vezes refletir incluindo o outro e reconhecendo-o na igualdade da sua humanidade. Contudo, quando estamos em grupo, agimos conforme o “macho alfa” nos conduza e dite a direção a seguir. Neste lugar desconsideramos o outro. O outro passa a ser um estranho que nos ameaça. Então por que adotamos atitudes tão paradoxais? O que acontece com este humano que é capaz de pensar, que até possui um sistema cortical, mas age pelos impulsos mais primitivos? Sabemos o quanto as imagens são poderosas pela força que possuem em mobilizar nossas emoções, nos fazendo perder nosso senso de responsabilidade e consideração. Sob as emoções da massa somos capazes de agir na selvageria, tal a forma como somos contagiados. Então, COMO sair deste labirinto? Como se reconhecer na sedução das ilusões que obliteram nossa capacidade de discernimento? A questão é simples e complexa: evolutivamente ainda não conseguimos nos humanizar e este é o nosso maior desafio como humanos. Como aprender a se autogovernar considerando e incluindo o outro, como um outro, igual a mim mesmo e que portanto, não posso jamais negligenciá-lo? Aprender é a palavra, pois ainda não sabemos. Pela lógica racional somos até capazes de enxergar, mas, na ação não somos capazes de realizar, porque ainda não somos capazes de nos autogovernar. Autogestão de si mesmo depende de treino, da capacidade de pensar, raciocinar, refletir, auto-disciplinar-se, mas também e igualmente, depende de nossa capacidade de amar sem condições, de ser sensível e viver a nossa sensibilidade, de ser compassivo. Aqui entra a arte e a educação.

Abraços    ****

Vivi

O QUE ME FAZ …..

O que me faz ser mais tolerante, mais compreensivo, mais generoso, mais presente em cada momento do meu viver? O que me faz  ser uma pessoa mais feliz, com mais capacidade de amar e respeitar? O que me faz ser mais gentil? O que me faz ser mais compassiva, comigo e com todos os demais? São atitudes mentais que nascem do coração, de uma fonte interna que jorra a luz do potencial daquilo há de melhor em mim, mas, que precisa ser cultivado permanentemente. Depende da boa vontade, da  motivação. Depende de uma pessoa que se percebe e se questiona. Que está em contato consigo mesma, atenta à sua interioridade, às suas expressões no viver cotidiano. Afinal, se o modo como tenho vivido em meu viver não trouxer em mim, não alavancar em mim o meu melhor, significa que algo está inadequado. Se o meu melhor não se manifestar, também não terei como suscitar no outro o seu melhor. Não vivemos no isolamento, estamos em constante relação com os outros e com o meio. Faço parte e sou parte da rede relacional e, portanto, sou responsável. Estas atitudes mentais e emocionais já existem, mas, precisam ser alimentadas. É a atenção que permite ir organizando este processo interno, estas qualidades interiores, que quando cultivadas e vividas só tendem a crescer e se fortalecer. Então, o que realmente me faz ser melhor nesta vida? Como eu me sinto quando o meu melhor se manifesta? Como eu me sinto quando o meu pior se manifesta? Como ficam as pessoas ao meu redor? A felicidade genuína não está e nunca esteve fora de mim, mas dentro de mim, no interior da mente, do corpo e da alma de cada ser humano.

Abraços    ****

Vivi

NOVOS CORPOS

Com o afastamento da lógica mecânica, mas ainda trazendo expressões das sociedades disciplinares e da sociedade do controle, os corpos contemporâneos já apresentam seus sistemas de processamento de dados, códigos, informações do regime digital. Com os novos corpos, surgem as novas subjetividades, que respondem aos estímulos e pressões das novas dobras, torções e formatações da lógica contemporânea. Com o declínio da sociedade industrial e seus corpos dóceis, úteis e disciplinados, a figura do autômato começa a perder sentido e as novas formas, mais porosas apresentam as brechas para se arquitetarem corpos e mundos com a tecnociência. É o humano no processo de autocriação de si mesmo, de gestor de si. Perguntas são inevitáveis. Surgem para questionar este momento da sociedade humana, com suas possíveis reformulações que incluem inúmeros conceitos, inclusive o conceito de homem. São questionamentos de teor político, que insistem na necessidade de busca de direções, ou seja, em que estamos nos tornando, como chegamos até aqui e em que gostaríamos de nos tornar como seres humanos? Estamos na encruzilhada, chegamos no ponto de bifurcação. Escolhas são inevitáveis.

Abraços    ****

Vivi

QUANDO VEM A CONFIANÇA ?

Em todo relacionamento a confiança é a base de sustentação. Para vincular há que confiar. Sem confiança não há entrega, não há transparência, não há conexão. A confiança alimenta a cooperação e o senso de comunidade, de integração. Ao nascer não reconhecemos de imediato a nossa mãe, mas reconhecemos o cuidado que garante a nossa sobrevivência e é nesta qualidade relacional que aprendemos a confiar. A nossa sobrevivência está, portanto, diretamente ligada à sensação de confiança. São estas experiências genuínas, que marcaram os nossos primeiros momentos de vida, seguindo pela infância, que permitirão que as relações confiáveis possam ser estabelecidas ao longo de nossa existência. São experiências marcantes que seguem o viver de toda pessoa humana, conferindo autoconfiança que será ou não, ampliada para toda a vida adulta e para todas as outras relações.  Conforme experimentamos os primeiros anos de nossa vida, no cuidado e acolhimento materno, é que teremos possibilidades de estender esta característica ao longo do crescimento maturacional e para os ambientes onde nos conectarmos. Felizmente, a plasticidade cerebral nos permite reorganizar as memórias de nossas primeiras experiências. Se tivermos uma mãe nutridora, certamente esta marca irá nos acompanhar gerando nutrição confiante. Porém, se a experiência de negligência tiver sido marcante nos primeiros anos de nossa vida, esta marca nos acompanhará, dificultando a expressão de relações mais responsáveis e cooperativas. A boa notícia é que, estas marcas podem ser alteradas pela plasticidade cerebral, uma capacidade disponível a todos os seres humanos em qualquer idade, de modificar a sua assinatura neural, porém vai depender das oportunidades apresentadas ao longo do nosso viver, que sejam capazes de gerar motivação compassiva. Fato é que, todo ser humano busca relações confiáveis, ambientes confiáveis, busca a sua autoconfiança, pois é ela que tem o potencial de garantir uma amizade genuína.

Abraços    ****

Vivi