VIAS DE MÃO DUPLA

As relações se estabelecem em trânsito pela via da reciprocidade: uma via que vai e uma que volta. Em tempos de desconfiança o discurso moralista tende a aparecer com certa evidência e porque não, eloquência, até mesmo para encobrir os fatores geradores da não confiança. O que nos faz não confiar? Confiar é fiar junto, ou seja, uma ação que compreende um ir e um vir. A confiança acontece junto, é uma ação recíproca. Neste sentido, não há como querer argumentar através do discurso do “eu não sabia”, pois em tudo que fazemos e fazemos com o outro, a responsabilidade é inerente, ela está implícita. Portanto, também não há como falar em corrupção sem falar de um corrupto e um corruptor, pois ela, a corrupção, acontece porque existem os dois sujeitos da ação, o corruptor e o corrompido. A prática da corrupção é uma das chagas exposta da nossa sociedade, que advém dos períodos escravagistas da exploração humana que suborna, corrompendo sem escrúpulos tudo e todos. Mudar esta forma perversa nas relações humanas, em todas as classes sociais e institucionais, talvez seja um dos maiores desafios do humano. Lembrando que esta mudança não acontecerá pela via dos discursos moralistas ou religiosos, pois até mesmo estes já estão corrompidos em tempos de desconfiança. Sem confiança, não há como estabelecer relações sadias. Nossa sociedade tem apresentado sintomas que se agravam a cada dia, desta doença contagiante: a corrupção. Como e onde encontrar a cura para este mal que só tende a se alastrar, como uma epidemia? Se confiar é fiar junto, o caminho talvez seja pela via da autoconfiança que resiste pela ética, preservar dignamente a dignidade humana que constitui o verdadeiro tecido social. É no presente de cada presente em nossa vida, começando pelas relações na vida familiar, nos mais próximos, que aprenderemos a ser honestos e dignos da nossa humanidade. É pela força do caráter que escolhe o caminho reto, da reta palavra, da reta conduta, dos retos pensamentos, pois enquanto houver corruptores, haverão os corruptos. Precisamos aprender a aprender ser honestos!

Abraços    ****

Vivi

COLETIVO E INDIVÍDUO : SOMOS CORPOS VIVOS

Quando a palavra corpo aparece, de imediato é associada ao corpo humano. Um corpo que nem sempre é compreendido como vivo e ainda conectado a um outro corpo, o corpo urbano, o corpo das cidades, onde vivemos e transitamos. Aqui coletivo e indivíduo se entrelaçam com tanta intensidade, que pouco se distingue ou se percebe que o coletivo urbano é constituído e é reflexo dos corpos individuais e vice-versa. Ambos são corpos vivos, orgânicos, que se transformam, se afetam e estão em permanente construção de si. As cidades mudam assim como os nossos corpos mudam, porque o vivo muda, se adapta, num processo sistêmico e complexo. Com o crescimento vertiginoso de nossas cidades, na expansão da modernidade urbana, nos isolamos, afinal as nossas cidades continuam sendo construídas para o isolamento. O urbanismo modernista tem enfraquecido o espaço público como o lugar do encontro, o lugar de interação social. Não há mais tempo para os passeios nas calçadas e praças, mesmo porque também não há mais calçadas nem praças, hoje temos supermercados e shoppings. Corredores que expõe mercadorias onde além de sermos consumidores também somos consumidos pela máquina capitalista, pelo poder sedutor da compra. Se não houver necessidade, cria-se. Fato é que, o corpo urbano cada vez mais tem afetado os corpos pessoais, onde também não conseguimos mais distinguir as vias por onde poderíamos trafegar com tranquilidade. Nossos corpos servem ao mercado. Há que ser rápido, veloz, não há como estacionar. Nossas vias de circulação internas estão congestionadas de informações, de compromissos, de medos, de agendas sem espaço algum. Se não valorizarmos os modos alternativos de circular nas cidades, com ênfase na sustentabilidade ambiental, dos espaços físicos, territoriais e psíquicos, seremos todos tragados pela máquina consumista, que consome espaços e relações. Se não desobstruirmos nossos espaços internos, com pausas que lentifiquem o nosso viver, pausa para refletir e escolher, acabaremos na loucura disseminada pela ilusão de liberdade mas  que, na realidade é aprisionamento e escravidão. Fato é que, tal no coletivo, tal no indivíduo, nossos corpos se afetam, pois um é o reflexo do outro, um espelho de si no coletivo desumanizado de milhões de sis.

Abraços    ****

Vivi

AUTOCONTROLE OU AUTODOMÍNIO OU AUTOGESTÃO

 

Nem controle nem domínio, mas agenciamento pela capacidade perceptiva, fruto de uma consciência que se faz presente, atenta e conectada ao sujeito de sua consciência. A questão é que, não há separação entre um corpo orgânico vivo e funcional sistêmico, onde histórias, emoções, sentimentos, fisiologia, ambiente, atuam integradamente, afetando e sendo afetados permanentemente. Nada está separado de nada. Aprender o auto manejo, é estar imerso em um processo de ações conjuntas, onde experiência e conhecimento, impressões e cultura, linguagens faladas, pensadas e gestuais, atuam modificando e sendo modificadas. Autogestar-se, é uma ação integrada, consciente, vinculada à capacidade de prestar atenção e reter informações em conjunto com a memória operacional, que aciona com mais intensidade a área pré-frontal do nosso cérebro vivo. Uma área cerebral importantíssima para a compreensão e o entendimento, planejamento e tomada de decisões, raciocínio e aprendizado.  A memória operacional apresenta maior desempenho quando a mente está tranquila. Portanto, estar atento para manter uma mente tranquila, é fator decisivo para o autocontrole e a autogestão de si mesmo. Quanto mais ansiosos estivermos, agitados, irritados, frustrados, furiosos, excessivamente preocupados e contaminados pelas emoções negativas, menor será a nossa capacidade de autocontrole, onde a reatividade impulsiva das respostas padronizadas da mente, entram em ação, comprometendo ainda mais o nosso estado interno, somáticoemocional e relacional. A incapacidade de lidar com as emoções negativas e “auto-administrar-se”, gera sofrimento pessoal e é fonte de sofrimento para todas as pessoas que estiverem ao nosso lado. Acreditar que somos capazes de gerir nosso corpo e nossa mente, é acreditar em si mesmo, é autoconfiança. Lembrando que, cérebro e corpo podem ser educados e/ou treinados, para o bem ou para o mal.

Abraços    ****

Vivi

 

ADOÇAR PARA NÃO AMARGAR

Nós seres humanos vivos, ao longo do nosso viver, vamos passando naturalmente pelas diversas fases em nossa vida. Cada fase possui seu sabor característico, diferenciando-se uma da outra. Do nascer ao morrer, experimentamos a vida nas conquistas, nas perdas, nos fracassos, nos momentos bem marcados pelo recolhimento e pela expansão. Cada experiência vivida é uma chance de aprendizado, se soubermos aprender adquirindo conhecimento e construindo a nossa maturidade. O nosso corpo vai se modificando inevitavelmente, da exuberância infantil em direção à exuberância serena da maturidade, até cairmos da árvore da vida. Diante dos desafios e obstáculos que vão marcando a existência, alguns podem colaborar para o amargor dos ressentimentos, das mágoas e amarguras, outros dependendo de COMO lidamos com eles, podem ser a chance para a compreensão em direção à sabedoria da maturidade. Quanto maior for a nossa capacidade de compreensão amorosa, mais doce e cálida será a nossa existência. Isto, porém, não significa lassidão ou falta de caráter, muito pelo contrário, significa dignidade. Quanto mais ressentimentos, desejo de retaliação, inveja, ódio, alimentarmos em nosso coração, maior será o amargor que carregaremos em direção à nossa finalização na árvore da vida. Pergunta: será que vale a pena, chegar na velhice contaminado pela raiva que amarga, nos fazendo sofrer e causando sofrimento às pessoas que estiverem à nossa volta, numa fase onde já estamos debilitados e dependentes da ajuda do outro? Ou será tão mais saudável, alimentar a nossa alegria empática, nossa felicidade genuína, nosso bom humor, nossa gratidão, nossa cordialidade e gentileza, adoçando nosso corpo, mente e nossa alma, assim como os ambientes e as pessoas onde estivermos? A escolha é pessoal. Podemos escolher o que plantar, mas, não teremos a possibilidade de escolher o que colher.

Abraços   ****

Vivi

A SABEDORIA DA NATUREZA

O cérebro humano vivo é um dos belíssimos exemplos da grande sabedoria da natureza. Ela foi e é sábia. Através da nossa capacidade cerebral, a natureza nos tem permitido perceber e apreender o mundo à nossa volta. Ela nos ofereceu um cérebro que, se transforma para sobreviver em um mundo em constante transformação. A plasticidade cerebral é uma das propriedades inerentes ao cérebro humano, desde os tempos pré-históricos. Sendo ele um sistema aberto, tem a capacidade de se reestruturar em resposta às informações oferecidas pelos diversos instrumentos com quais lidamos e utilizamos para prosseguir evoluindo. Um exemplo típico é o uso da bengala para um cego, onde o cérebro vivo se reorganiza e se adapta para receber as informações do meio e poder se locomover apesar da deficiência visual. O ser humano nasce com um cérebro mais adaptável, multifuncional e ao mesmo tempo oportunista, dependendo da estimulação. Sabemos que um cérebro estimulado, apresenta neurotransmissores mais ativados. Crianças que vivem em ambientes onde são acolhidas e estimuladas adequadamente, seus cérebros são mais ativos, pois a atividade pode produzir mudanças estruturais no cérebro vivo. O que isto significa? Significa que, a neuroplasticidade viabiliza, dependendo da correta estimulação, mudar a estrutura conectiva das vias neuronais. Diante destas evidências trazidas pela neurociência e pelos exames de neuroimagem, aquela ideia popular de que “pau que nasce torto morre torto” não tem mais sentido nos dias de hoje, pois é possível SIM mudar uma estrutura cerebral, basta motivação e estimulação adequada. À natureza, deixo toda a minha eterna gratidão!

Abraços    ****

Vivi

NOSSOS SENTIMENTOS ESTÃO CONOSCO

“Nossos sentimentos estão sempre conosco, mas muito raramente estamos com eles”. Com esta afirmação Daniel Goleman, autor do livro Inteligência Emocional, em referência à altíssima velocidade da vida moderna, nos adverte da ausência de contato e reconhecimento das nossas emoções. Somos verdadeiros analfabetos emocionais, pois não conseguimos ler, perceber, distinguir, nossos sentimentos e como eles progridem nas emoções e suas respostas somáticas em nossos gestos e expressões musculares. Pensamento, emoção e forma; corpo, músculo, metabolismo e pulso cardíaco e respiratório, não funcionam isoladamente em nosso organismo vivo. Devido à nossa pouca intimidade com o funcionamento do nosso corpo, não conseguimos captar que os nossos pensamentos afetam nossas emoções através do nosso sistema límbico, que por sua vez está conectado ao nosso tronco cerebral e sistema cortical, com toda a cadeia muscularizada e neuronal, emitindo respostas motoras e metabólicas, afetando nosso sistema orgânico. Pelo distanciamento que temos da nossa corporeidade, não somos capazes de reconhecer, diferenciando nossas emoções e como elas afetam nosso sistema motor e locomotor. Geralmente só percebemos nossas emoções quando elas crescem e transbordam, quando elas se intensificam comprometendo nossas respostas relacionais e somáticas. Entretanto, se depositarmos um pouco da nossa atenção, teremos a oportunidade de senti-las em níveis mais sutis, muito antes delas aflorarem  e se intensificarem. A boa notícia é que, temos a total possibilidade de reconhecer nossos sentimentos, nossas emoções, a qualidade dos nossos pensamentos, escolhendo pensamentos mais edificantes e se desfazendo de pensamentos corrosivos, ao mesmo tempo percebendo nossa muscularidade e nossas respostas metabólicas. Então, a pergunta: COMO? Educando nossa mente e nosso corpo. A educação somática tem sido um caminho salutar para uma vida salutar, ou seja, uma vida de realização conectada à nossa potencialidade.

Abraços    ****

Vivi

ESTADO MENTAL COM QUALIDADE É ALIMENTO DA ÉTICA

Os estados mentais que oscilam entre o mau humor e a euforia, a dúvida obstinada e as certezas absolutas, impedem o equilíbrio e o bom senso. Nesta gangorra permanente, como um padrão que se estabelece, não há espaço para a reflexão ou qualquer possibilidade de entendimento. Uma espécie de vertigem que se apropria dos pensamentos, que geram ações intempestivas ou conduzem à apatia, à inércia. Na desorientação, o caminho é buscar uma “falsa” segurança nas leis moralizantes. São os discursos de honestidade proferidos pelos corruptos, aqueles que querem a qualquer preço sempre levar vantagem, tirar a melhor sobre outro, seja este outro a instituição, seja este outro alguém de sua proximidade, ou alguém mais distante. Ter o cuidado de manter um estado mental com qualidade, bom senso, discernimento, fruto de processos reflexivos, com direção e significado, já afirma ao mundo um compromisso ético. Aqui as leis reguladoras da conduta, estão fortemente instaladas no sujeito, por uma escolha pessoal e autônoma. A atitude de compromisso responsável com o pensar, o falar e o agir, no viver cotidiano, sinalizam um sujeito ético, afinal, o núcleo essencial da ética é a qualidade do nosso estado mental. Depositar todos os nossos esforços para viver uma vida digna, é também cuidar da qualidade do nosso estado mental. Uma mente que preserva a qualidade da sua presença no mundo, pautada pelo altruísmo e pelos valores fundamentais, é uma mente sadia que se musculariza e se maneja eticamente em cada presente de sua presença no mundo.

Abraços    ****

vivi

 

UM PACTO AMOROSO PARA CONTINUAR …

Em meio a tantos absurdos evidenciados por um coletivo adoentado, encontrar caminhos não tem sido uma tarefa fácil. São inúmeras vozes desconexas e corrosivas, que se expressam em alto tom, fruto de uma patologia social que impede os processos curativos e contaminam ainda mais o tecido social. Cada um fala o que quer e se dirige para onde quer, para ser notado, aparecer nas colunas sociais, vender mais sua mercadoria, elevar os preços, gerar inseguranças, desorganizar agitando, gerar medo e descrédito. Para onde ir e o que fazer? Onde ficamos neste lugar? Em que, e em quem acreditar? Quanto mais, desajustados nos sentimos, mais dependentes dos controles e inseguros ficamos. Fato é que, enquanto não fizermos um pacto pessoal de amorosidade não teremos condições mentais de prosseguirmos na construção de nossa humanidade. Para desfazer este verdadeiro nó, precisamos começar com as pequenas coisas, com as pequenas atitudes. É do pequeno para o grande que teremos a possibilidade de mudança. Voltar-se para os sentimentos genuínos que nos faz humanos, talvez seja um caminho confiável, é o que temos de comum em nossa humanidade. Fazer um pacto de amorosidade entre corpo e mente, entre pessoa a pessoa, acredito que será um grande avanço transformativo. Recusar-se com todos os esforços a se negar a qualquer ato de vingança ou retaliação, será desde já, uma grandiosa tarefa. Querer compreender com boa vontade. Lembrando Gandhi: “você não pode começar pelo mundo, mas pode começar por você”.

Abraços   ****

Vivi

O CÉREBRO HUMANO NÃO É CIRCUITO RÍGIDO

O cérebro do humano vivo está em constante transformação. Esta é a boa notícia da neuroplasticidade. Se o nosso cérebro não é uma máquina, com um programa funcional, onde as peças são programadas para responderem no automático, como se acreditou durante muito tempo, podemos mudar a sua estrutura. A neurociência tem evidenciado que, a arquitetura cerebral apresenta diferenças de uma pessoa para outra e se altera no decorrer da vida de cada pessoa. O amor, o sexo, as frustrações, os relacionamentos, o aprendizado, os vícios, a cultura, as tecnologias, as psicoterapias, o estresse continuado, o acolhimento, a alegria genuína, são elementos que podem alterar a configuração do nosso cérebro. Conforme a qualidade dos estímulos, ou seja, das situações vividas no cotidiano, o cérebro apresentará uma resposta diferenciada. Se elas forem mais harmoniosas, cordiais e confiáveis, estimularão respostas emocionais positivas, favorecendo os circuitos neurais, as vias neuronais que ativam as estruturas corticais e subcorticais, com respostas orgânicas mais salutares, que preservam o funcionamento do nosso sistema nervoso. Aqui nos deparamos com o que tem sido chamado de “paradoxo plástico”, a capacidade que a neuroplasticidade tem de produzir comportamentos mais flexíveis ou mais rígidos, de acordo com a qualidade dos estímulos, a qualidade dos ambientes que vivemos. Neste sentido, preservar ambientes saudáveis favorece um cérebro saudável. Igualmente, manter-se atento à forma COMO respondemos ao mundo, COMO lidamos com os nossos pensamentos e com as nossas emoções, é fundamental para a nossa saúde orgânica, psíquica e relacional. Neuroplasticidade é a capacidade que o cérebro tem de mudar a sua estrutura a cada tarefa realizada, aperfeiçoando seus circuitos de modo que fique mais apto às tarefas propostas. Pensar bem, aprender bem, agir bem, com boa vontade, ética e dignidade, contribui para um cérebro saudável e uma vida saudável.

Abraços    ****

Vivi

O GESTO QUE FALA DE UM “CERTO” SI

Embora que sejamos milhões e milhões de corpos vivos neste planeta vivo, somos ao mesmo tempo semelhantes e diferentes. Vivemos no mesmo grandioso espaço planetário, movimentando, criando e reproduzindo formas e expressões. Somos todos seres humanos e igualmente, todos diversos e únicos. Possuímos semelhante arquitetura esquelética, óssea, muscular, neural, metabólica, como nos emocionamos e nos articulamos na linguagem falada. Falamos línguas diferentes como nos emocionamos de formas diferentes, embora que as emoções de alegria, tristeza, medo, raiva e contentamento se manifestem em todos os seres humanos, desde aquele que nasceu e vive na tribo, como aquele que nasceu e vive nos centros urbanos. Todos nós dançamos, mas dançamos de formas diferentes, do flamengo, ao samba, do tango às danças tribais. Portamos muitas semelhanças, mas, possuímos a riqueza da diversidade. Conforme a cultura regional, incluindo clima e geografia, considerando a história pessoal, a nossa expressão gestual é absolutamente individualizada. A nossa expressão gestual, a forma como cada um se movimenta ao sentar, levantar, andar, parar, ficar em pé ou deitar, são todos gestos que evidenciam a particularidade da pessoa em si. Através dos nossos gestos expressamos a pessoa que somos, com a história pessoal e a cultura na qual nascemos, convivemos e aprendemos. Se reconhecer através do gesto é se aproximar da pessoa que somos, na nossa individualidade e nossa generalidade, naquilo que temos de particular e comum à espécie humana. O gesto tem a capacidade de expressar, um “certo quem de mim de mesmo”, a cada momento ou fase de minha vida. A consciência da gestualidade é também uma possibilidade de autoconhecimento e aprimoramento pessoal, além de refinamento nas expressões posturais da corporeidade. É um caminho para o bem-estar-bem.

Abraços    ****

Vivi