ESTAR NOS SENTIMENTOS

Todo ser humano vivo possui sentimentos. Os sentimentos são respostas somáticas frente aos acontecimentos, aos encontros, ao meio interno e externo de cada pessoa viva, independente de sua vontade. Fato é que, todo ser humano é portador deste dispositivo: sentimentos. Ocorre que, os nossos sentimentos estão sempre conosco, mas muito raramente estamos com eles. Ou seja, na distração, agitação, ansiedade, na aceleração, não conseguimos nos perceber sentindo e o que sentimos. O ritmo biológico de nossos corpos é mais lento em relação ao ritmo social. A velocidade da vida moderna causa um distanciamento dos nossos corpos, nos impedindo de reconhecer os nossos sentimentos. Como se houvesse pouco tempo, não conseguimos  assimilar, refletir e reagir, ou responder aos sentimentos evidenciados pelo organismo, na sua cascata hormonal, frente aos estímulos do meio. Distantes do nosso corpo, não compreendemos as respostas neuro motoras, gestualidade e emoções. Ignorar as emoções, como se fossemos analfabetos emocionais, é ignorar uma dimensão da realidade que é crucial para o êxito na vida em todas as suas esferas. Ao ignorar as mensagens corporais entramos em desafinação emocional. Portanto, estar atento aos sentimentos, estar com eles, se reconhecer sentindo, nos permite fazer escolhas mais conscientes na vida, mais adequadas nas diversas situações que a vida nos apresenta. Perceber que os próprios pensamentos são geradores de sentimentos e emoções, através das memórias e lembranças que trazemos das experiências vividas. Se reconhecer pensando e sentindo e se emocionando, já é um grande salto existencial, de uma pessoa que se faz presente em si mesma e no seu entorno. Estar no sentimento, é estar no caminho da maturidade. Administrar e gerenciar sentimentos sem ansiedades e acelerações, mas, pela capacidade de compreende e si compreender, é  também estar presente, vivo e pleno nesta existência.
Abraços    ****
Vivi

ESTAR NOS SENTIMENTOS

Todo ser humano vivo possui sentimentos. Os sentimentos são respostas somáticas frente aos acontecimentos, aos encontros, ao meio interno e externo de cada pessoa viva, independente de sua vontade. Fato é que, todo ser humano é portador deste dispositivo: sentimentos. Ocorre que, os nossos sentimentos estão sempre conosco, mas muito raramente estamos com eles. Ou seja, na distração, agitação, ansiedade, na aceleração, não conseguimos nos perceber sentindo e o que sentimos. O ritmo biológico de nossos corpos é mais lento em relação ao ritmo social. A velocidade da vida moderna causa um distanciamento dos nossos corpos, nos impedindo de reconhecer os nossos sentimentos. Como se houvesse pouco tempo, não conseguimos  assimilar, refletir e reagir, ou responder aos sentimentos evidenciados pelo organismo, na sua cascata hormonal, frente aos estímulos do meio. Distantes do nosso corpo, não compreendemos as respostas neuro motoras, gestualidade e emoções. Ignorar as emoções, como se fossemos analfabetos emocionais, é ignorar uma dimensão da realidade que é crucial para o êxito na vida em todas as suas esferas. Ao ignorar as mensagens corporais entramos em desafinação emocional. Portanto, estar atento aos sentimentos, estar com eles, se reconhecer sentindo, nos permite fazer escolhas mais conscientes na vida, mais adequadas nas diversas situações que a vida nos apresenta. Perceber que os próprios pensamentos são geradores de sentimentos e emoções, através das memórias e lembranças que trazemos das experiências vividas. Se reconhecer pensando e sentindo e se emocionando, já é um grande salto existencial, de uma pessoa que se faz presente em si mesma e no seu entorno. Estar no sentimento, é estar no caminho da maturidade. Administrar e gerenciar sentimentos sem ansiedades e acelerações, mas, pela capacidade de compreende e si compreender, é  também estar presente, vivo e pleno nesta existência.
Abraços    ****
Vivi

ATENÇÃO: UM RECURSO VALIOSO

Desde os primeiros anos escolares, a palavra atenção é falada por nossos professores e nossos pais – “Preste Atenção!!!” Só poderemos saber o que fazer, se soubermos nos aperceber daquilo que parece ser mais adequado a nós.  Os sentimentos são respostas altamente diferenciadas, com matizes e fontes de informações que podemos conhecer e reconhecer se estivermos atentos. Eles são uma versão que o corpo fornece da situação vivida.  A autopercepção oferece uma espécie de leme bastante seguro para que possamos manter nossas decisões em harmonia com nossos valores mais profundos, mas é preciso estar atento. Sem atenção, na desatenção ou distração, não é possível reconhecer o que está acontecendo, qual é o sentimento, o que o corpo está dizendo frente à situação que nos encontramos, frente aos acontecimentos. Saber dar atenção ao nosso mundo interior, é fruto de uma escolha pessoal que advém de um processo cognitivo, ou seja, de um querer estar atento em si mesmo. A atenção, é  o nosso recurso mais valioso. O desafio é saber sustentá-la, é saber se manter atento, sem dispersões, o que não é uma tarefa fácil, porém não impossível.  A atenção, como tantos recursos internos, pode ser treinada, educada, basta querer educa-la. A capacidade de prestar atenção, de reter informações, é vital para a compreensão e entendimento de si e do mundo. A capacidade atentiva é fundamental para o planejamento e tomada de decisões, raciocínio e aprendizagem. Sem dúvida alguma, a atenção é o nosso recurso mais valioso.
Abraços    ****
Vivi

SER ÉTICO

Pensar, refletir, questionar, problematizar, são aspectos fundamentais da convivência humana, nos espaços sociais e pessoais. Perguntas referentes ao comportamento nas diversas instâncias relacionais aparecem com certa frequência: como devo me comportar? Por que devo me comportar moralmente em relação a…? Por que devo ser um sujeito moral? Perguntas que nos fazem pensar e buscar respostas convincentes e adequadas, afinal as situações se transformam, mudam suas configurações exigindo posturas diferenciadas, porém sem subtrair  qualidades como o altruísmo, a responsabilidade, o respeito, os valores éticos que norteiam, garantem e sustentam as relações, a “boa” convivência.  Refletindo com mais clareza, não seria exatamente uma questão de dever para obter, mas de SER, algo que vai muito além de uma racionalidade lógica, mas de uma postura alicerçada numa autonomia. Ser ético é escolha, que se fundamenta em processos internos de compromisso com leis internas e não normas externas, portanto não é uma questão de mando, controle, medo das consequências, mas de uma opção responsável, afinal o humano não existe apenas, mas coexiste e, portanto é corresponsável. Ser ético, não pode estar atrelado a um princípio utilitarista, mas vinculado a um “projeto” pessoal de excelência pessoal.
Abraços    ****
Vivi

E A CONSCIÊNCIA …..

Dentre tantas narrativas expressas pela linguagem não é incomum as pessoas dizerem, “sim, eu tive consciência de tal coisa…”, ou “eu estou consciente disto…”, “ou” sabe que eu não percebi isso…” Ocorre que há um processo que pode ser correlacionado à atividade cerebral, considerando uma neuroanatomia e sua fisiologia. Nos humanos, o córtex cerebral é essencial para armazenar o conteúdo da consciência. O  estado de consciência talvez seja algo que nasce da interação entre o tálamo e o córtex , e que a consciência humana se baseia anatomicamente no circuito tálamo-cortical. O neurocientista David B. Edelman, do Instituto de Neurociências em San Diego, EUA, apresenta a ideia de uma cena integrada, afirmando que “a consciência  consiste na capacidade de perceber um cenário integrado de informações sensoriais  e  mantê-lo em sua memória”. O ser humano recebe uma variedade de informações sensoriais, como por exemplo na visão onde temos contraste, cor, forma, ângulos, mas não há uma interpretação desses dados como entidades separadas, as pessoas veem a cena toda. Além disso, Edelman apresenta a ideia da consciência de si mesmo como a capacidade de se imaginar naquela cena, seja no passado ou no futuro, sendo uma forma mais avançada de consciência. A medida que as pesquisas avançam na área da neurociência, mais elementos são fornecidos para a compreensão deste aspecto do Ser Humano que por longo tempo ficou sem explicações. Muitas são as pesquisas  no esforço de compreensão do que é a consciência, na tentativa de desvendar os mistérios da anatomia estrutural e funcional do cérebro humano, como também dos primatas e outros mamíferos. Porém, algo já está estabelecido e reconhecido pelos neurocientista: o cérebro funciona de forma integrada, onde cognição, emoção, sentimentos, percepção, ambiente, não estão separados mas compõe um todo integrado com todos os demais sistemas do organismo humano. Trazer à reflexão de que somos um todo integrado, interconectado, dinâmico, é fundamental, sobretudo do ponto de vista pedagógico e educacional que ainda apresenta em alguns momentos uma visão separatista, reducionista de partes isoladas. Somos um todo e não um ajuntamento de partes. Mudar o olhar certamente fará grande diferença em nossas vidas.
Abraços    ****
Vivi

SER PESSOA OU SER OBJETO

Desatentos e contaminados pelo capitalismo de mercado que funciona na constante aceleração, não se percebe que a pessoa humana em muitas situações tem sido considerada como um objeto de custo. A pergunta é: o que queremos: ser uma pessoa e nos reconhecer como pessoa ou ser um objeto de custo, que se troca, descarta, sem valor, mas com alto custo. Então quanto custa? Esta é palavra do capitalismo: quanto custa? Muitas ações deixam de ser realizadas pelo custo, pois o que interessa não é o valor do humano, mas o quanto custa, de quanto serão os lucros contabilizados em moeda. A arte como a educação, tem sido vítimas constantes desta atitude predatória que permeia nossa sociedade. Se fala em mudanças, as propagandas apelam na construção de ilusões, com promessas inacessíveis para a total maioria, a violência aumenta por todos os lados e de todas as formas, as famílias se destroem, as instituições perdem legitimidade, a política é vendida em fatias de conveniência, a insegurança toma conta dos espaços públicos e pessoais, porque tudo acaba sendo reduzido ao valor do mercado, do quanto custa. Onde chegamos com a nossa humanidade? Seria esta uma doença incurável? Uma verdadeira peste, que contamina a tudo e a todos? Onde estão as religiões? Será que nem elas são capazes de assegurar respeito e legitimidade? Este é o desolador cenário que se apresenta no teatro social. O coletivo evidencia os sintomas, mas é no indivíduo que a ação terapêutica precisa acontecer, investindo na cura desta brutal afecção que acomete a nossa humanidade. Precisamos fortalecer e sensibilizar a subjetividade para que tenhamos força decisória para dizer sim quando sim e não quando não, no compromisso absoluto com a verdade e o amor. Dignidade não é questão de custo, mas de valor. Em que mãos está escondida a nossa ética, a nossa vergonha, a nossa auto-valorização?
Abraços   ****
Vivi

QUEM AMA DE VERDADE…


Amor é uma das palavras usadas para justificar atitudes e comportamentos que nem sempre são realmente amorosos. Fato é que, o amor tem sido nomeado com variadas justificativas. Por amor são praticados atos engrandecedores e meritosos e também por amor, são praticados crimes e as mais variadas formas de violência. Em nome do amor religiões fazem guerras e se enfrentam, destruindo e apropriando-se da dignidade humana. Paradoxos como este, se apresentam diante de nossos olhos e muitas vezes, por falta de percepção mais refinada, não conseguimos perceber e nos deixamos ser subtraídos, escravizados, abrindo mão da nossa liberdade e do nosso respeito. Amar é um sentimento primordial, que nos acompanha desde a concepção  mas, viver o verdadeiro amor, ainda é algo que nós humanos não sabemos muito bem como fazer. Falamos sobre o amor, mas somos trôpegos na ação amorosa e generosa. Infantilizados, somos egoístas e tentamos impor ao outro e aos outros a nossa forma de amar, acreditando que esta é a única e verdadeira. Assim, temos caminhado e ensinado aos nossos filhos este amor egoísta, retaliador, controlador, dominador, e vai por aí… mas, o que é amar? O que é o amor? Existe o amor incondicional? Amor e sexo se confundem, assim como amor e religião, amor e  moral. O sexo só se completa no amor. A religião que abre as portas da espiritualidade, só é real através do amor, e as normas só podem ser cumpridas pelo discernimento, fruto da amorosa e respeitosa compreensão. Amor e maturidade caminham juntos e aqui vale lembrar  S.S. Dalai Lama, “Dê a quem você ama asas para voar, raízes para voltar e motivos para ficar.”
Abraços    ****
Vivi

FELICIDADE CONDICIONADA

Imersos no capitalismo predatório muitas são as pessoas que entendem que, para ser feliz é preciso “um” algo que venha de fora. Talvez um marido ou uma esposa nova, uma casa nova, uma bolsa nova, um carro do ano, um diploma, títulos e mais títulos, em fim… alguma coisa a ser consumida, substituída na ilusão de que este “algo” poderá gerar transformações ao ponto de despertar o sentimento da felicidade. Equivocadas e desatenciosas, as pessoas acreditam que a felicidade está fora, no meio externo, está no condicional. “ Não sou feliz porque não tenho tal coisa…”  Este é o sentido da felicidade condicionada, aquela que depende de condições externas, um estado de prazer que acontece sob condições, é uma fugacidade. Quando as condições não são atendidas, o sofrimento, a frustração, o desapontamento, a incompetência, a baixa auto-estima, tomam conta por completo.  Se olharmos com mais bom senso, poderemos perceber que a felicidade não está à mercê do externo, mas está dentro da intimidade de cada pessoa, na forma COMO ela se vê e vê o mundo a seu redor. Esta é a felicidade genuína, que não se submete às condições do mercado de ilusões, mas que brota naturalmente da interioridade, que é alimentada pela clareza de propósitos na vida, na forma COMO a pessoa se conduz diante dos acontecimentos, nos encontros e desencontros. Um lugar equilibrado, de permanência consistente e não fugaz. Um lugar de gratidão e contentamento onde a alegria espontânea  brota naturalmente, sem estereótipos ou modismos. A felicidade genuína pulsa com o pulsar da vida, dos acontecimentos. Ela transcende, vai além, porque é nutrida pelo alimento perceptivo da compreensão, da equidade, do senso de justiça, da cordialidade, do discernimento. Felicidade é um estado de realização, de alegria e não euforia.
Abraços    ****
Vivi

Beleza apesar da seca

Tempo quente, vento quente. Embora a aridez  tome conta do cenário, as flores não perdem a sua beleza. Orquídeas florescem nas mais variadas cores e formas. A vida brota exuberante. Pássaros nascendo em ninhos sabiamente construídos pela inteligência viva da vida. A natureza mostra seu encanto e encanta os olhos de quem consegue se encantar. A sabedoria da natureza oferece preciosos ensinamentos, exemplo de humildade e determinação, vitalidade e acolhimento. As cores intensas revelam a intensidade da vida. Quem de nós seria capaz de sustentar alegria, beleza, encantamento, acolhimento, determinação, apesar da aridez, apesar da secura, apesar das elevadas temperaturas quando os ambientes relacionais se tornam estranhos e ácidos? Quem de nós pode disponibilizar a sua sabedoria amorosa através de uma voz gentil que sabe receber, compreender, incluir, apesar das divergências e incompatibilidades? Quem de nós é capaz de transformar ambientes agressivos, em espaços onde o diálogo cordial e sensato pode mudar o clima das relações? Acredito que esta é uma das inúmeras lições que a natureza nos oferece, a capacidade de promover a vida que vai muito além da mediocridade egoísta.  Estar em paz consigo mesmo, é estar em paz com todos e com tudo. Mesmo os momentos conflitivos, não podem impedir o pulso da vida, afinal ela é muito maior. Mesmo diante dos maiores obstáculos, sempre haverá uma brecha para uma voz cordial, uma face amiga, um gesto receptivo. Sintonizar-se com as forças da vida, é se permitir a exalar as cores e os perfumes da beleza que cada ser humano traz em si, é ter a coragem e a humildade de ser quem se é, potente, leal e legítimo filho da vida. Encantar-se e encantar, é também contentar-se com gratidão e sabedoria.
Abraços    ****
Vivi

BELEZA APESAR DA SECA

Tempo quente, vento quente. Embora a aridez  tome conta do cenário, as flores não perdem a sua beleza. Orquídeas florescem nas mais variadas cores e formas. A vida brota exuberante. Pássaros nascendo em ninhos sabiamente construídos pela inteligência viva da vida. A natureza mostra seu encanto e encanta os olhos de quem consegue se encantar. A sabedoria da natureza oferece preciosos ensinamentos, exemplo de humildade e determinação, vitalidade e acolhimento. As cores intensas revelam a intensidade da vida. Quem de nós seria capaz de sustentar alegria, beleza, encantamento, acolhimento, determinação, apesar da aridez, apesar da secura, apesar das elevadas temperaturas quando os ambientes relacionais se tornam estranhos e ácidos? Quem de nós pode disponibilizar a sua sabedoria amorosa através de uma voz gentil que sabe receber, compreender, incluir, apesar das divergências e incompatibilidades? Quem de nós é capaz de transformar ambientes agressivos, em espaços onde o diálogo cordial e sensato pode mudar o clima das relações? Acredito que esta é uma das inúmeras lições que a natureza nos oferece, a capacidade de promover a vida que vai muito além da mediocridade egoísta.  Estar em paz consigo mesmo, é estar em paz com todos e com tudo. Mesmo os momentos conflitivos, não podem impedir o pulso da vida, afinal ela é muito maior. Mesmo diante dos maiores obstáculos, sempre haverá uma brecha para uma voz cordial, uma face amiga, um gesto receptivo. Sintonizar-se com as forças da vida, é se permitir a exalar as cores e os perfumes da beleza que cada ser humano traz em si, é ter a coragem e a humildade de ser quem se é, potente, leal e legítimo filho da vida. Encantar-se e encantar, é também contentar-se com gratidão e sabedoria.
Abraços    ****
Vivi