A PERGUNDA DE ALICE

Na superficialidade da aceleração fazer perguntas é algo que muitas vezes não tem lugar. Queremos explicações apenas, mas não refletimos sobre elas. Assim as atitudes impensadas vão acontecendo nos automatismos condicionantes do cotidiano, gerando frustrações e desapontamentos, até que em algum momento, diante dos desafios, somos obrigados a parar e fazer perguntas para tentar entender o que está acontecendo e encontrar caminhos. Porém se não soubermos o que queremos, continuamos repetindo fórmulas e consumindo idéias e produtos completamente desconectados e sem sentido algum. Aqui uma lembrança aparece no cenário de minhas reflexões, quando Alice, de Lewis Carol, ao se ver em um lugar desconhecido perguntou: “Como eu saio daqui? ao que o gato respondeu:”depende para onde você quer ir.” Em nossa vida será que dedicamos algum tempo para perguntar para onde queremos ir? quais são os valores que norteiam a minha tragetória? que direções quero dar à minha vida? em base a que? qual o sentido da minha existência? Sem saber para onde direcionar a nossa existência, continuaremos capturados pelas forças sociais, abdicando da nossa preciosa liberdade. Pense nisto.
Abraços ****
Vivi

ARMADILHAS DO COGNITIVO

Alguns chamam de ilusão, imaginação,fantasias, idealizações e tantas outras expressões para fazer referência aos equívocos do pensamento. Os “achismos” aparecem com frequência na comunicação, externa e internamente: eu acho que….. Ocorre que a nossa mente se confunde na percepção. Além de existir um padrão de linguagem que exige explicações para tudo, os “porques”, pela ausência da atenção não percebemos “o que” e o “como” pensamos.Ficamos muito aprisionados nas tagarelices. Se não reconheço o objeto do meu pensamento e a maneira como enfatizo os pensamentos, não consigo perceber que todos os pensamentos mobilizam, sentimentos e emoções que por sua vez alteram o sistema neuro motor e fisiológico do organismo daquele que pensa e daquele que participa da comunicação.De acordo com a história pessoal e com o ambiente onde a comunicação se estabelece, sentidos e significados diferenciados podem se manifestar, porém não correspondem à realidade. O interpretar mobiliza experiências, lembranças e memórias pessoais provocando respostas que nem sempre condizem com a realidade dos fatos. Cuidado, “as aparências enganam”, fique atento aos pensamentos, às expressões de linguagem, às interpretações, pois aí residem as armadilhas do cognitivo. Uma coisa é a memória com suas lembranças outra é a experiência vivida e reconhecida somáticamente. Para não cair nas armadilhas do cognitivo o exercício da presença somática e da plena atenção são fundamentais.
Abraços ****
Vivi

RESIGNAÇÃO E ACEITAÇÃO

Resignar é diferente de aceitar, embora possam ser ações que aparentem ser semelhantes, requer atenção e reflexão para não serem confundidas. Resignação é um sentimento que justifica o abandono daquilo pelo qual vale a pena depositar esforço para efetuar mudanças, o que de certo modo é um sentimento de indignidade. A aceitação pelo contrário, diz respeito a um sentimento de respeito pela vontade do outro, fruto da compreensão, desde que a vontade do outro não tenha como consequências o comprometimento da vida como valor. Resignar-se é covardia. Aceitar requer reflexão para compreensão. A resignação nasce do medo, da intimidação, da acomodação, do conformismo da superficialidade, da preguiça. Aceitar demanda esforço sustentado no respeito, na atenção, com atitude de acompanhar compreendendo, esperando a oportunidade favorável para agir na preservação dos valores que sustentam relações salutares. Será que temos conseguido reconhecer este fio tênue que distingue quando estamos na resignação covarde, de quando aceitamos respeitando e incluindo?
Abraços ****
Vivi

CRIAR PRESENÇA

Como criamos presença no mundo? Como manejamos nossa corporeidade para estarmos presentes nos acontecimentos, nos encontros, na vida que vivemos?
Se pudermos reconhecer o nosso corpo, talvez possamos de alguma forma nos aproximar das possíveis respostas a estas perguntas. Ocorre que, como humanos e vivos, é através do uso do corpo, considerando músculos, vísceras, articulações, que somos capazes de aprender o manejo de si. Conforme usamos, recrutamos o nosso corpo, teremos como resposta a qualidade da presença. Ao reconhecer as formas somáticas é possível fazer uso mais adequado evitando as distorções e assim criar presença mais potente nos encontros. A auto-organização é fruto de uma presença consciente. Saber reconhecer o que estimula vínculos, intimidade, vitalidade, que geram potência e poder evitar lugares somáticos-emocionais que acabam gerando as distorções da forma que obstruem a criatividade e comprometem a presença no mundo e nos encontros. Criar presença com qualidade, é estar presente em si mesmo, usando-se muscularmente a partir do reconhecimento de si, diante dos afetos e das afetações, no vivido.
Abraços ****
Vivi

FRAGILIDADES

Viver é também conviver com os paradoxos da vida. Quem sabe a vida se sustente nestes milhões de anos exatamente porque pardoxos fazem parte de um processo dinâmico na direção do equilíbrio. O desafio é reconhecer, conhecer e estar nas contradições sem perder a elegância e a dignidade. Medo todos nós temos, assim como desesperadamente queremos confiar. Somos amantes mas às vezes emana o desamor. Penso que, para evidenciar o melhor e o maior em cada um de nós, talvez tenhamos primeiro que reconhecer a nossa fragilidade para podermos nos apropriar da nossa plenitude. Frágeis somos todos, porém fortes também o somos. A questão é o equilíbrio. Se negamos a fragilidade não teremos como viver a força da potência vital. Fragilidade e potêncialidade andam juntas, assim como medo e auto-confiança. São opostos que se complementam. A luz é luz porque existe a sombra que permite reconhecer a luminosidade. Poder dizer da fragilidade pessoal permite conhecê-la e usá-la de forma construtiva a favor da nossa maturidade existencial.
Abraços ****

Seminário: CORPO, TEMPO E MATURIDADE

O tempo é um bem precioso. É através do corpo, no gesto, na experiência vivida, que o Ser Humano se realiza e realiza a sua história existencial. A maturidade é fruto da passagem do tempo no ritmo de cada pessoa.
Em tempos de grande aceleração e muitas contradições, como ser um corpo saudável, que pode maturar com alegria, criatividade, amor e bom humor?

Maria Elvira R. Tuppy – Vivi – Pedagoga, pós-graduada em Psicologia Educacional, Bioterapeuta, com formação em Ética e Atenção, Concentração e Práticas Meditativas pela Associação Palas Athena/SP, com formação em Cadeias Musculares e Anatomia Emocional, palestrante, coordenadora dos Programas Educadores da Paz e Gestores da Paz em Araçatuba , SP. Atua clinicamente como Bioterapeuta no Interação com inúmeros cursos e workshops há 35 anos.

28 de maio de 2011
das 9h30′ às 12h30′

Inscrições antecipadas!
R$70,00

Interação
(18)3622.7053

R. Graça Aranha – 1177
Araçatuba – SP

O Tempo com Tempo

O tempo precisa do tempo. É o ritmo do tempo o elemento que viabiliza a continuidade, as possibilidades de organizar o próprio tempo. Ritmo e pausa permitem que o tempo tenha tempo para equilibrar, sintonizar, criar, abranger, elasticizar, conectar e maturar. A vida é tempo que existe no espaço. O espaço é a vida manifesta no tempo e o tempo é o infinito vibrátil do pulso vivo. Há o tempo da espera, o tempo do crescer, o tempo da velocidade, o tempo do transformar. O tempo precisa do tempo. Nos tempos diferentes do macro quanto do micro é no ritmo do contínuum que o tempo se faz com tempo.
Abraços ****

PARA PENSAR…

Nunca te Detenhas

Tem sempre presente,
que a pele se enruga,
que o cabelo se torna branco,
que os dias se convertem em anos,
mas o mais importante não muda!

Tua força interior e tuas convicções não têm idade.
Teu espírito é o espanador de qualquer teia de aranha.
Atrás de cada linha de chegada, há uma de partida.
Atrás de cada triunfo, há outro desafio.

Enquanto estiveres vivo, sente-te vivo.
Se sentes saudades do que fazias, torna a fazê-lo.
Não vivas de fotografias amareladas.
Continua, apesar de alguns esperarem que abandones.
Não deixes que se enferruje o ferro que há em você.
Faz com que em lugar de pena, te respeitem.

Quando pelos anos não consigas correr, trota.
Quando não possas trotar, caminha.
Quando não possas caminhar, usa bengala.
Mas nunca te detenhas!

Madre Teresa de Calcutá

Abraços ****

VELOCIDADE E SUPERFICIALIDADE

Quanto mais aceleramos o nosso fazer cotidiano, mais nos agitamos e mais superficiais e insensíveis ficamos. Acomodando-se nesta realidade entedemos que viver é isto: correr, agitar, estar em todos os lugares sem estar em lugar nenhum. Aqui mora um grande equívoco, pois passamos a acreditar e a responder ao modelo da modernidade como se este fosse o único e redentor jeito de viver,com total desconsideração pelo corpo vivo, pelo ritmo biológico, embarcando na onda tumultuada que atropela a tudo e a todos. Sem ser de si, não há como ser com o outro. Se não me respeito não tenho possibilidades de respeitar o outro e vivo na superfície, à margem da vida. Frustrados adoecemos. Então COMO sair desta encruzilhada contemporanea que escolho irrefletidamente, funcionando por impulso. Não sabemos mais ouvir e portanto não compreendemos; não sabemos comer e ficamos indigestos e “enfezados”; não sabemos nos movimentar e “travamos”; não sabemos pensar e somos agidos pelos padrões de cultura e de pensamento; não sabemos pausar e caimos nos imediatismos; não sabemos trocar e queremos sempre “levar vantagens”,…….. e vai por aí ….. Na velocidade caímos no reduto da superficialidade abdicando da nossa liberdade. Onde estou agora ?
Abraços ****
Vivi