UMA  VERDADEIRA  BÚSSOLA  INTERIOR

Cultivar uma postura ética que preserve um conjunto de diretrizes morais de reta conduta, podem ser uma verdadeira bússola auto reguladora das pessoas em suas relações intrapessoais e interpessoais. O bom funcionamento social, o convívio saudável na sociedade, na comunidade, nos grupos familiares e entre amigos e vizinhos, são altamente favorecidos quando existe auto governabilidade do pensar, do sentir e do agir. Enquanto seres interdependentes, seja nas relações entre as pessoas, seja nas relações com o mundo natural e cultural, saber se conduzir eticamente sempre será uma vantagem biológica como cultural. Ter a consciência da importância da preservação das diretrizes de conduta para um viver e conviver de forma saudável contando com todas as diversidades naturais do vivo, tem sido a cada dia mais urgente e necessário. Neste sentido, a educação entendida em sua forma ampliada e contextual, comporta grande responsabilidade. Uma bússola é sempre um guia orientador. Saber guiar-se e orientar-se pela auto regulação oferecida pela ética, é e sempre será, uma forma de maturidade evolutiva.

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Vivi

SEM  ATENÇÃO …

“Sem atenção nada se aprende.” Com esta afirmação os psicólogos e pesquisadores Daniel Goleman e Richard Davidson com inúmeras publicações, enfatizam a importância fundamental das práticas da Atenção para o fortalecimento dos circuitos neurais. Uma sociedade que sofre de déficit de atenção e de distração constante, incrementar habilidades que possam melhorar a qualidade atentiva e com ela a atitude empática, tem sido considerado uma necessidade urgente de saúde pública. Programas educacionais que foquem o treinamento nas práticas de atenção e nas habilidades afetivas, como a bondade amorosa e a empatia, tem muito a contribuir com a saúde física, psíquica, cognitiva, relacional e espiritual da sociedade humana.

Abraços ****

Vivi

EXERCÍCIO  PARA  UM  MORRER

Se a morte não faz parte da vida, por que falar da morte? Se existe uma verdade é esta: a morte existe para todos os seres viventes, afinal, a finitude faz parte da dinâmica da vida. Se tudo que vive muda, a mudança também está sob a ordem do inevitável. As mudanças caminham com as pequenas mortes e estas, de alguma forma podem ser compreendidas como um exercício para um morrer. Não é exatamente do morrer que finaliza a vida de uma pessoa mas, as pequenas mortes em que o desapego alicerçado pela compreensão de si mesmo amplia a consciência. Se colocar frente ao inecessário, frente às coisas que naturalmente vão perdendo sentido ao longo da vida e com bom senso poder abrir mão, deixar ir sem dramatizações, pode ser considerado um exercício para uma morrer. As pequenas mortes podem ser fonte de grandes ensinamentos para a maturidade. O esforço interno de um pensar, de um diálogo interno sustentado pela boa vontade, pelo bem-querer, pelo discernimento da sabedoria, pode favorecer um viver menos egoísta, menos individualista, desprovido dos arrebatamentos das paixões.

Abraços  ****

Vivi

PARTILHAR OU TIRAR

Aprendemos a partilhar nascendo e crescendo em nossas famílias, nas relações de vizinhança e na escola. Aprendemos o sentido do dar e do receber, do contribuir ao fazer o bem e a sentir-se bem. Estes foram os espaços de convivência que marcaram biologicamente cada pessoa em seu processo de crescimento maturacional. A experiência altruísta e solidária passa a ser uma necessidade vital que marca a vida no espaço familiar, de vizinhança e escolar, apesar de todos os desafios. Nestes espaços aprendemos o valor da partilha. Quando o mundo dos negócios passa a tomar conta das relações entre as pessoas, o tirar ganha força e inverte o processo. A cultura do tirar, do levar vantagem, passa a ditar as regras do jogo. Uma cultura marcada pela passagem de uma sociedade de produtores, para uma sociedade de consumidores. Enquanto produzíamos juntos compartilhávamos juntos. Quando passamos a ser meros objetos de consumo passamos a experimentar o tirar, a atitude do levar vantagem. Criou-se a polarização entre o altruísmo e egoísmo.

Abraços   ****

Vivi

UM SER VIRTUOSO

A pessoa de bem e virtuosa, celebra uma festa todo dia. Uma festa de gratidão e contentamento por poder existir e estar neste mundo “sagrado”, desfrutando da sacralidade e da divindade que o “templo sagrado” do mundo oferece a si todos dias e em todos os momentos. A virtude de viver o encantamento e as belezas deste templo sagrado, generoso, luminoso que alimenta a alma humana. Celebrar cada dia, cada momento com o coração pleno de compreensão amorosa, compaixão e alegria por uma vida repleta dos mais belos dons. Dons que estão e sempre estiveram disponíveis ao humano.

Abraços   ****

Vivi

O  PERDÃO E  O  PERDOAR

Embora que as tradições religiosas tenham enfatizado a importância do perdão e do perdoar para um viver mais “leve”, ainda é algo a ser conquistado pela consciência humana. Sentimentos se misturam em narrativas, que se interpõe constantemente quando a própria consciência pede uma atitude diante de “mal feito”. Ressentimentos, culpas, retaliações, negação, má vontade, indiferença, medos, incompreensão, indignação, remorso, vingança, são os múltiplos sentimentos que se misturam cada um a seu tempo mostrando sua face confusa e sofrida. O perdão é um processo que se constrói ao longo do tempo. É um processo de disposição de uma consciência para compreender, para querer entender um conjunto de situações, acontecimentos, cenários e memórias. É fruto de um revisitar e resignificar constante, através de uma atitude interior que se abre para compreender e não julgar. Fruto da maturidade, o perdão e o perdoar acontecem passo a passo ao longo do viver, através de um cultivo permanente de boa vontade e bondade amorosa. O processo de perdoar depende de uma profunda disposição para compreender sem julgar e a compreensão, acontece quando a consciência acessa o espaço da sabedoria que transcende as memórias. Uma consciência aberta à compreensão é vigilante, sabe respeitar o tempo pessoal. Abrir-se   para compreender, conectar, reconhecer e transformar sentimentos dolorosos em espaços generosos e responsáveis, é um processo de construção de si mesmo.

Abraços   ****

Vivi

COISAS HUMANAS …

“Coisas humanas, demasiadamente humanas” como diria o filósofo, parecem pequenas demais diante da grandiosidade da alma. Manter a serenidade nos momentos onde a infelicidade insiste em se apossar do corpo, da mente e da alma, é fruto de um exercício interior permanente do ser consciente de si mesmo. Aprender a movimentar-se, aprender a pausar, a girar e ampliar o olhar na busca de uma perspectiva ampliada, para poder compreender e suportar uma certa visão da realidade, sem se deixar cair nos aprisionamentos das coisas demasiadamente superficiais e supérfluas. O exercício de uma consciência que almeja o maior e o mais pleno de si mesma, sem atribuir importância demasiada às mazelas do “espírito”, é saber sustentar calma e serenidade na infelicidade, sabendo que tudo é passageiro. Reconhecer que, apesar das coisas demasiadamente humanas da superficialidade humana, existe um espaço de sabedoria onde a essência da pessoa humana pode eternizar-se.

Abraços  ****

Vivi

PENSAMENTO  PALAVRA  E  ATO

Cuide dos pensamentos pois, eles se transformam em palavras. Cuide das palavras pois, elas se transformam em atos. Os pensamentos são pensados em palavras, em sucessão de palavras e frases que se encadeiam umas nas outras. Repetidas na “tagarelice” da mente, ideias se concretizam em atos, no agir cotidiano. Ter consciência deste “jogo” é relevante para quem escolhe um viver com mais qualidade ou seja, quem escolhe não ser mais um “no rebanho” dos automatismos midiáticos. Saber pensar, é também uma escolha pessoal. Saber escolher as palavras a serem pensadas, é em si mesmo um ato interior de quem se  propõe a preservar sua integridade. Saber agir com honesta dignidade, é preservar-se, é honrar-se, é cuidar de si mesmo com atenção, serenidade e alegria de viver uma vida de contentamento e sentido de existência.

Abraços   ****

Vivi

UM CONVITE  À  CONSCIÊNCIA

Convidar a consciência a examinar a si mesma, com o propósito deliberado de cuidar de si, de compreender-se sem julgar a si mesma, abre os espaços internos para um auto despertar. Ser amigo da consciência convidando-a ao cuidado amoroso e diligente, favorece estados internos mais atenciosos. Cuidar da consciência, é cuidar do pensamento, da verdade, da “alma”, é cuidar do progresso interior. O maior bem que uma pessoa pode fazer para si mesma é cuidar de sua consciência, através de um convite permanente para estar presente em si mesma, desprovida de qualquer julgamento.  É estar sempre aberta à compreensão criativa. Nesta atmosfera interior, abrem-se as conexões com o que se é, impedindo que se desperdice energia ao que se tem.

Abraços   ****

Vivi

  AMIZADE  AMIGA

Saber criar um ambiente descontraído e alegre, fraternal e confiável, além de ser um grande valor, é algo que traz prazer e benefício às pessoas e às relações entre elas. Criar uma atmosfera onde os corações possam florescer, a afeição mútua possa se fortificar e a confiança possa encontrar sustentação, são ingredientes da felicidade. O prazer de ser feliz, o prazer de existir, onde as preocupações com as necessidades inecessárias já não se justificam, favorecem estados internos mais cordiais, gentis e amistosos. Fugir da maledicência, exercitando-se dia a dia na simples alegria de estar vivo, sem temer as coisas que não são temíveis e sem desejar as coisa que não são necessárias, abre os espaços internos para a auto amizade, onde através dela a amizade amiga tem a oportunidade de florescer.

Abraços   ****

Vivi