NOVOS  DESAFIOS  NOVAS  RESPOSTAS

Inegável é a realidade que se apresenta a cada dia diante de nossos olhos: novos tempos, incertezas  diante do futuro, momentos de indecisão … Muitos são os desafios e poucas são as perspectivas de solução a médio prazo. O que fazer? O que realmente queremos? Qual é a minha responsabilidade diante deste cenário? Enquanto cidadãos e pessoas humanas vivendo e convivendo aqui com esta realidade, dois aspectos são fundamentais: desistir jamais, portanto resistir e persistir sustentados em valores e propósitos alinhados com a ética e a legitimação de todos os cidadãos, sem nenhuma distinção, em plena igualdade  de direitos e deveres, afinal somos todos iguais perante a lei e perante a vida. Segundo, alimentar um profundo senso de responsabilidade e  compromisso com a verdade, compromisso  com a realidade dos fatos, sem subterfúgios , dissimulações, enganações, preferências, paternalismos, meritocracias. Novos desafios exigem respostas éticas, exigem reta conduta, exigem  um olhar que vê  aquilo que é real, sem escapismos ou enganações ideológicas. Estamos diante de modelos que não funcionam mais em todas as dimensões, do pessoal ao coletivo. Os valores pessoais são os valores sociais afinal, uma sociedade se  faz e se constrói com seus cidadãos. O que cultivo na minha casa é o que cultivo na rua, no supermercado, no trânsito. Se engano a minha alma, engano o meu filho e engano meus companheiros de trabalho. O social é reflexo do pessoal. Novos tempos, novos desafios que exigem novas posturas. Há que ter a coragem de ver a realidade e agir .

Abraços   ****

Vivi

NÃO  PODEMOS  VIVER  SÓZINHOS

Do ponto de vista sistêmico nós seres humanos, somos sistemas abertos, integrados a outros sistemas em relações interdependentes. Vivemos e convivemos juntos com outras pessoas, com as plantas, com a água, o ar, os animais. Juntos,  nos construímos e somos moldados pelas interações com as outras pessoas e seus modos de ser e estarem no mundo que habitamos juntos. Co-existimos!  Fazemos parte de mundo social e dependemos de complexas cadeias de interações sociais para sermos alimentados, vestidos, construirmos nossas moradias, nossos conhecimentos. Aprendemos uns com os outros e dependemos uns dos outros afinal, ninguém vive sozinho. Mesmo um ermitão nunca estará isolado pois, para sobreviver ele depende de toda a natureza inclusive do sol, da lua, do ar. Juntos compartilhamos sentidos e significados, nos comunicamos em grandes redes de interativas. Todos os  “ nossos sistemas  fisiológicos e mentais  são desenvolvidos  ao nos relacionarmos com outras pessoas”, na afirmação da psicanalista Sue Gerhardt.  Diante desta co-dependência e co-responsabilidade, cabe  a pergunta: onde fica o egoísmo? Qual o sentido de tanto egoísmo diante de um mundo que me alimenta, me acolhe, me oferece a vida?

Abraços   ****

Vivi

APRENDER   A   MUDAR …

A boa notícia que hoje os neurocientistas nos oferecem é que,  podemos sim aprender a mudar as nossas respostas emocionais perante as adversidades e situações problemáticas da vida. Quando modificamos a nossa percepção e interpretação das circunstâncias, podemos  mudar a forma como respondemos ao mundo. Ao invés de responder aos problemas do cotidiano com raiva, inveja, ciúme, ganância,  podemos responder com ponderação,  determinação, bom senso.  A forma como percebemos o mundo é a forma como interpretamos o mundo e reagimos ao mundo e às adversidades. A percepção que temos do mundo também está associada à nossa capacidade de manter a nossa felicidade, manter um estado interior mais otimista, mais esperançoso e mais resiliente. Podemos aprender  a encontrar aspectos positivos em situações potencialmente negativas. Respostas emocionais positivas , contribuem para estados mentais mais conciliatórios, mais criativos, mais nobres, mais felizes.

Abraços    ****

Vivi

DE  HUMANIDADE  PARA  HUMANIDADE

Influências culturais, hábitos repetitivos, padrões mentais,  percepção equivocada, egoísmo, infantilidade … são muitos os fatores que ao longo de uma história pessoal e cultural tem afastado o olhar das pessoas de si mesmas. Aprendemos a olhar para fora e consequentemente responsabilizar o que está fora. O mundo é culpado por minhas atitudes! Eu quero o meu prazer e o mundo tem a obrigação de me propiciar este prazer! O outro, o que está do lado externo é que tem sido apontado pelas mazelas e  pelas atitudes desumanizantes. Este olhar que insiste em apontar para fora, retirando da pessoa a sua responsabilidade por suas escolhas e consequências de suas atitudes, tem estimulado comportamentos desagregadores nas relações de convivência. Ocorre que, para assumir responsabilidades pessoais é necessário um olhar que se mantém atento e que sempre considere a importância do outro. Se as pessoas, se o outro, não for importante para a minha existência, não há razão para considera-lo, para respeitá-lo. Para humanizar o outro e todos os outros, é necessário primeiro que eu me humanize, que eu me reconheça e me respeite como humano na rede conectiva de toda a humanidade.  Se desejo mudanças nas relações, se almejo relações mais cordiais e gentis, é preciso primeiro que eu tenha comigo cordialidade, gentileza e respeito. A responsabilidade começa com um sujeito que se responsabiliza por si mesmo, porque ao valorizar a sua humanidade poderá valorizar toda a humanidade. As mudanças, as transformações começam na primeira pessoa.

Abraços    ****

Vivi

ANTÍDOTOS   QUE   SALVAM

Quando estamos frente às emoções negativas podemos perceber o seu poder de destruição. Elas agem destruindo a pessoa que as alimenta e ainda, fazem incontáveis  estragos por onde passam. A raiva, o ódio, a ganância, a inveja, a cobiça, são todas emoções que destroem o corpo, a mente, a alma, as relações, o meio ambiente, os animais e tudo que vive neste mundo. Quem nunca passou por um momento de raiva? Este sabe perfeitamente o poder de destruição que ela tem. Assim também são os ressentimentos, que insistem em manter na mente angústias destruidoras , gerando ansiedade e uma série de patologias mentais, somáticas e relacionais. A maravilha é que se quisermos temos chance de sair deste processo altamente destruidor. Os comportamentos destrutivos que acompanham as emoções destrutivas e aflitivas, levam à tristeza e ao sofrimento permanente. A boa notícia é que podemos sair deste círculo vicioso e aflitivo que tanto mal faz para quem sente e para quem está em volta. Quando decidimos realmente sair deste cenário perverso, precisamos com diligência mudar o comportamento e a atitude mental. Ao desenvolver algumas características mentais positivas , desenvolvendo reais mudanças internas,  o comportamento também se modifica. O cultivo de forma consciente e permanente em palavra, pensamento e ação, de atitudes e sentimentos de paciência, tolerância, gentileza, cordialidade, humildade, modéstia, é possível  transformar nossa vida mental e relacional.  Estas atitudes mudam o comportamento, mudam as respostas diante das situações e abre espaços transformadores na interação com as outras pessoas. São verdadeiros antídotos que pode salvar, podem desfazer a força destruidora das emoções negativas e alavancar o poder das emoções positivas em nossas vidas.  Contudo, é preciso primeiro querer, é preciso uma decisão interna e absolutamente pessoal, pois há que se manter vigilante para que emoções negativas não tenham mais força em nossa mente. O cultivo de uma mente gentil e compassiva, de uma mente pacienciosa e humildade, são as portas da felicidade. Estes antídotos estão disponíveis para todas as pessoas em qualquer momento da existência, basta apenas querer encorporá-los.

Abraços   ****

Vivi

A LUZ  E  A  VERDADE

A luz da potência da vida está em todos os seres vivos. Tudo que vive traz em si mesmo a potência da vida. Todas as pessoas na sua vitalidade trazem em si mesmas o pulso permanente da energia vital, da potência da vida. Quanto mais honestos e verdadeiros formos conosco mesmo e com os outros,  mais potentes ficamos. Quanto mais distantes da verdade, ou seja, desonestos consigo próprio, menor o brilho interior. A dignidade humana anda de mãos dadas com a honestidade pessoal, com a capacidade de sermos honestos conosco mesmos. A honestidade nasce de um coração honesto e verdadeiro.  Ter a coragem de ser verdadeiro e transparente,  é assumir um compromisso pessoal com a dignidade humana. Quando caio nas armadilhas da falsidade, negligencio minha própria potência.  Corrupto é aquele que nega seu próprio coração, sua essência mais preciosa que é a potência sagrada da vida. Sustentar a verdade, a honestidade, é escolher pela vida. O ser verdadeiro reconhece suas limitações mas, não se deixa macular pela ganância, pelo medo do fracasso. A verdade sempre ilumina  e a corrupção sempre obscurece. Embora que todas as tradições espirituais tenham falado sobre o valor da verdade, do ser verdadeiro e as experiências pessoais  com a mentira,  já nos tenham provado o quanto é doloroso quando caímos nas armadilhas do egoísmo vilipendioso, ainda temos muito por fazer enquanto comunidade humana. Contudo, trabalhemos juntos mas, jamais percamos a esperança.

Abraços   ****

Vivi

NÚMEROS QUE VALEM REFLEXÃO

O ser humano ao longo de toda a sua história enfrentou desafios pelos quais foi necessário encontrar soluções e novos direcionamentos, para garantir a sua sobrevivência e seu bem estar. Além das catástrofes naturais do planeta, a violência humana tem sido uma fonte ameaçadora para a grande família humana. O escritor e historiador Yuval Noah Harari afirma que ” Em 2010, aproximadamente 56 milhões de pessoas morreram no mundo inteiro; 620 mil morreram em razão da violência humana (guerras mataram 120 mil pessoas, o crime matou outras 500 mil). Em contrapartida, 800 mil cometeram suicídio, e 1,5 milhão morreram de diabetes. O açúcar é mais perigoso do que a pólvora.”  Estes números nos fazem pensar. Nos dias de hoje, a guerra perdeu sentido, e já é evidente entre as nações a busca pacífica para resolução dos conflitos, contudo a violência no cotidiano das pessoas dos centros urbanos ainda é um fator de risco à sobrevivência da espécie. No processo maturacional da consciência humana, se faz necessário encontrar as causas desta violência, que compromete famílias e comunidades, com grandes desdobramentos para todos os setores sociais. Uma violência cujos recursos da tecnociência não estão conseguindo resolver. A violência na sua complexidade, requer um novo olhar, com novas abordagens. O que sabemos é que, podemos transformar este cenário mas, a direção a seguir não está na externalidade e sim na interioridade do ser humano.

Abraços   ****

Vivi

ESTAMOS EMPANTURRADOS?

Ao longo de muitos anos a humanidade enfrentou três desafios ameaçadores da vida humana: a fome, as pestes e as guerras. Desafios que por longos anos na história pareciam completamente insolúveis, contudo hoje, na aurora do século XXI, são questões que de alguma forma já estão controladas, para não dizer resolvidas. Hoje podemos ter as fomes políticas, provocadas por políticas humanas e não por catástrofes naturais. A pobreza tem acarretado inúmeros distúrbios de saúde de populações inteiras, como a má nutrição porém, a insegurança nutricional, não tem sido considerada pelos pesquisadores uma situação de fome. Segundo o pesquisador Yuval Noah Harari, “em 2014, mais de 2,1 bilhões de pessoas apresentavam excesso de peso em comparação com 850 milhões que sofriam de subnutrição. Prevê-se que a humanidade estará com excesso de peso em 2030. Em 2010 a fome e a subnutrição combinadas mataram cerca de 1 milhão de pessoas, enquanto a obesidade matou 3 milhões.” São dados importantíssimos para serem pensados. Até que ponto não estamos nos empanturrando de lanches, pizzas, salgadinhos artificiais, hambúrgueres, bolinhos recheados e refrigerantes?   Fato é que, a obesidade e o sobrepeso tem sido motivo de preocupação dos agentes de saúde e  das políticas públicas. Há uma necessidade urgente de incentivos para uma educação alimentar, melhor distribuição da riqueza, melhores condições de trabalho e empregabilidade populacional, ampliação do grau de satisfação e realização pessoal … dentre outras abordagens fundamentais frente ao “empanturramento” alimentar.

Abraços   ****

Vivi

MUDANÇA E CONSENSO

Há quem diga que consenso é uma arte em exercício permanente, sustentada pela capacidade de manter-se atento, pela visão de mundo e valores sobre os quais um grupo está alicerçado. Toda mudança deveria ter como atitude primordial o bom senso e o consenso. Quando um grupo precisa tomar algumas decisões, ele depende do bom senso de cada um dos integrantes e do consenso que se estabelece conjuntamente entre todos os participantes. Sem estes ingredientes, o que prevalece são as reações movidas pela impulsividade, pelas emoções conflitivas e distorções de pensamento que criam imagens também distorcidas e portanto, não condizentes com a realidade dos fatos e das circunstâncias. Decisões grupais dependem deste fluxo de inteligência que favorece os entendimentos e os valores universais. Consenso e bom senso são elementos fundamentais nas relações de convivência, são atitudes que favorecem o bem estar, a respeitabilidade do senso comum, a preservação dos vínculos de confiança e sobretudo a preservação da ética. Mudanças que desconsideram o consenso, passam a ser impositivas ou se deixam cair nas armadilhas manipulatórias dos protecionismos, das conveniências, do clientelismo, da meritocracia. O consenso de um grupo depende do bom senso pessoal que se interconectam eticamente. Quando o “ethos” grupal, os modos de funcionamento de um grupo desconsidera o bom senso e o consenso, algo estará em contradição com os valores universais do bem comum, do sentido da justeza da justiça e do respeito à vida.

Abraços   ****

Vivi

DESORIENTAÇÃO DO EXÍLIO

 Os deslocamentos populacionais, os campos de refugiados tem sido marcados pelas tensões traumáticas e desorientações, trazendo consequências de todas as ordens para o futuro da família humana. As convulsões do XX que estão se estendendo para o século XXI, separam as pessoas de suas raízes, de sua identidade,de sua cultura, onde os migrantes tem a sensação de estarem sumindo, tornando-se insubstanciais, como que desaparecendo do mapa da vida. São transtornos altamente comprometedores para toda a sociedade humana e as futuras gerações. Quando as pessoas são obrigadas a abandonarem as suas raízes, elas perdem por completo as suas referências e identidades. A sensação de desorientação, acontece igualmente com os “deslocamentos espirituais” na afirmação da escritora Karen Armstrong. Os desalojados de seus territórios físico e psíquico se perdem num universo estranho, onde tudo parece despropositado.Pessoas que mergulham nas “drogas” químicas,  ideológicas,religiosas, perdem o seu ponto fixo e se perdem, se desorientam em exílios fanáticos onde a percepção não consegue enxergar o que realmente está acontecendo. Os modismos sedutores que iludem os momentos de fragilidade de uma alma humana, na promessa e esperança de um “mundo melhor”, acabam gerando mais confusão e desorientação.  O caminho espiritualidade necessita de muito discernimento para não se deixar cair em fanatismos desorientadores. O caminho do desenvolvimento espiritual exige profundidade na clareza perceptiva, discernimento, retidão de conduta, atenção, flexibilidade interior para fazer perguntas e mais perguntas, e que estas possam ser respondidas  com absoluta honestidade em seu tempo certo.

Abraços    ****

Vivi