RESPEITAR OU CEDER

Respeitar não significa ceder, nem fazer concessões aleatórias. Respeitar significa compreender através de uma percepção ampliada e contextualizada, com responsabilidade e muita clareza de intenção e propósito ético. Respeitar não é o mesmo que ceder, mas é sobretudo, criar um elo de confiança verdadeiro, honesto, transparente e cooperativo. O respeito ou a atitude respeitosa, demanda muita disciplina interna. Sem atenção e compromisso pessoal com a ética da solidariedade não há respeito. O respeito nasce de uma fonte interior que alimenta um foco atencional, que se nutre de um compromisso pessoal com uma atitude de disciplina voltada para uma reta conduta.

Abraços   ****

Vivi

SABER ONDE SE QUER CHEGAR

O dramaturgo e filósofo estoico, Sêneca, há dois mil anos, afirmava que “ Nenhum vento ajuda quem não sabe que porto quer chegar.” Quando não se tem direção na vida, qualquer caminho ou qualquer ideia que se apresente, é vista como um lugar a seguir. Quando não se sabe o que se quer, não se tem clareza dos rumos a seguir e dos valores norteadores de sua vida, a vulnerabilidade é capaz de criar frustrações e consequências indesejáveis. Viver é um processo permanente de rever a direção que se quer seguir, saber quais são os valores que norteiam a trajetória deste viver. Quem não sabe o quer nem qual direção a seguir, embarca pelas falsas notícias acreditando serem verdadeiras, embarca em falsas amizades que exploram roubam a energia, embarca em falsos profetas acreditando sem perceber em suas falsas verdades, embarca nos caminhos destrutivos da vida e da existência. Ter clareza do que se quer e do que não se quer, tem sido algo fundamental em dias de turbulência.

Abraços   ****

Vivi

 

TERRA E GENTE

A terra, a grande Mãe Terra, que abriga e acolhe os filhos e filhas da Terra, tem estado em sofrimento. A Mãe Terra está clamando respeito e os seus filhos estão adoecendo, não porque a “Mãe” os abandonou mas, porque eles, os filhos e filhas da Terra insistem em abandonar aquela que os acolhe, alimenta, abriga e os abraça através da natureza. A Terra está adoecendo porque os seus filhos já estão adoentados. A ganância, o hiperindividualismo, a ignorância arrogante, o egoísmo covarde nutrido nas mentes de 1% da humanidade que detém o poder, tem gerado dor e sofrimento, causando as mais diversas patologias. Fato é que, não teremos uma Terra saudável se não tivermos gente saudável. Gente que não respeita sua gente, não respeita sua Mãe, a Mãe Terra!

Abraços   ****

Vivi

 

ACREDITAR EM SI MESMO

Os sinais de melancolia social são verdadeiros sugadores da autoestima. Acreditar em si, acreditar e valorizar as potencialidades pessoais, são os antídotos para contrapor à esta “patologia social” que tem se instalado em muitos corpos e muitas mentes desatentas. Através de linguagens pessimistas, os discursos sociais de dominação tendem a gerar o desencorajamento do cidadão para manter o seu controle. Acreditar em si mesmo, sem arrogância egoica ou prepotência, pode favorecer a auto realização. A auto descrença gera impotência e desesperança. A auto valorização gera entusiasmo. Acreditar em si, com humildade e determinação, gera auto confiança e alegria.

Abraços   ****

Vivi

 

CUIDADO COM A NOSTALGIA!

O saudosismo recorrente de um passado, acreditando que “naqueles tempos” a ordem reinava em perfeita harmonia, gera um sentimento nostálgico que impede a criatividade. Quando a nostalgia e com ela os pensamentos nostálgicos se tornam frequentes nos discursos salvadoristas, é bom estar atento. A nostalgia rouba a energia da vontade, da capacidade de um olhar mais abrangente, impede a ampliação da percepção e as possibilidades de contextualização da realidade, que permite a compreensão de si e dos acontecimentos. Os sentimentos nostálgicos são anestesiantes e paralisadores, mantendo a pessoa aprisionada num círculo vicioso regressivo e por vezes, patológico.

Abraços   ****

Vivi

UM HIPERINDIVIDUALISMO

Uma sociedade que enfatiza o “cada um por si…” com discursos e linguagens que atendem “o si próprio” e o resto se deixa à deriva, é uma sociedade que cultiva o hiperindividualismo. Estas são posturas e discursos que de alguma forma evidenciam uma rejeição ao coletivo. Quando camadas do coletivo querem ser reconhecidas em seus direitos a uma vida com dignidade e respeito, estas pautas passam a ser ameaçadoras. Fato é que, o excesso intensivo e prepotente, ancorado num moralismo e um anti-intelectualismo dos discursos individualistas que negam o outro na sua humanidade e existência, são absolutamente contraditórias à vida e ao respeito à vida.

Abraços   ****

Vivi

QUEM TEM MEDO DO CORPO ?

O nosso corpo vivo, para algumas pessoas é lugar de estranhamento e distância. Parece que nos estranhamos em nossa própria pele, nos estranhamos em nossa própria casa. Habitamos uma casa, mas não temos intimidade com ela. Por que tanto estranhamento? Por que tanta resistência em conhecer e se aproximar deste espaço que é o nosso próprio corpo? Talvez possamos encontrar uma resposta que faça sentido: o nosso corpo, vivo, em movimento constante, em contínua transformação independente da nossa vontade, abriga nossas contradições. Para uma mente que se mantém na ordem normativa, certamente terá resistência de acolher os impulsos dos desejos desejantes.

Abraços   ****

Vivi

AINDA A VIOLÊNCIA

A violência não acontece apenas na concretude das falas, das linguagens, dos gestos, dos atos concretos com todas as suas consequências. Existe também aquela violência que se processa na imaginação. Um tipo de violência onde o imaginário pessoal constrói estratégias de destruição do outro, de destruição da integridade do outro. Embora não perceptível aos olhos que enxergam a concretude da realidade, é uma violência altamente tóxica cuja toxidade agride a pessoa que imagina e cria seus cenários destruidores. Cuidado!

Abraços   ****

Vivi

 

VIOLÊNCIA

Um dos grandes fatores de sofrimento causado pela violência, é capacidade que ela tem de autodestruição e destruição do outro. Todo ato ou pensamento violento, é um ato de autodestruição de si mesmo. A violência tem a força da destruição de si e do outro. A questão é que as pessoas ao serem violentas ou hostis com o uma outra pessoa, não percebem que antes de destruir ou prejudicar o outro ela própria está se auto prejudicando e se auto destruindo. Qual é o sentido disto? Seria apenas uma forma de desejo que gera um prazer pela experiência da destruição?

Abraços   ****

Vivi

AINDA UM MOMENTO SOMÁTICO

O corpo humano vivo abriga histórias, memórias, desejos, afetos, sensibilidades. Contradições, pulsos e impulsos fazem parte da fisiologia e da psiquê deste ser que é humano, que vive e convive nos ambientes, nas histórias, nas relações, nos acontecimentos e contingências. Negligenciar estes elementos quando se pensa corpo, é negligenciar a própria vida e a vida do corpo. O corpo é um momento somático que abriga o ser integral em contínuo movimento e transformações. É uma certa organização, que abriga uma ordenação mas, em mutação com os afetos e sensibilidades.

Abraços   ****

Vivi