AJUSTES  NECESSÁRIOS

Todos os sistemas vivos  necessitam de ajustes, assim também o planeta Terra e todos os seres humanos .  O corpo humano vivo, o organismo humano, com todos as suas  relações, sejam elas profissionais, familiares, de amizade ou afetivas, de tempos em tempos,  precisam de certos ajustes. Tudo que é vivo está em constante mudança, tudo que pulsa se transforma, cria e se recria. Ajustes sempre são necessários para renovar, atualizar, adaptar, adequar. Através dos mecanismos de retroalimentação, das interações e interconexões, os processos de ajustes  favorecem o equilíbrio e a renovação do sistemas vivos.  Tal como o organismo vivo necessita de ajustes, a psique humana também deflagra momentos no decorrer da sua maturidade que necessita de ajustes. Os ajustes psíquicos podem promover renovação e transformação,  e ficam evidentes nas diversas fases da vida, da infância ao adulto maduro.  A expressão do novo já é uma forma de ajuste. Uma das características dos sistemas vivos é sua capacidade de adequação para garantir o bom funcionamento do organismo. O reconhecimento da necessidade de ajustes nos diversos momentos da existência humana, em suas conexões e interações, pode facilitar os relacionamentos, o equilíbrio e a saúde somática, psíquica, afetiva e espiritual.

Abraços   ****

Vivi

 

SOMOS  SERES  DE  LINGUAGEM

Humberto Maturana, neurobiólogo e professor do Departamento de Biologia da Faculdade de Ciências da Universidade do Chile, afirma que “ Nossa vida humana se dá na dinâmica relacional na qual a vivemos ao viver em conversações como seres linguajantes.”  Como entidades biológicas, nossa história humana acontece em conversações em nosso viver cotidiano. São coordenações de coordenações em linguagens e conversações.  Somos seres de linguagem, e nossa realidade comportamental se constrói na corporalidade de nossas conversações.  Nas relações sociais estamos em contínuo intercâmbio de informações, nos  modos de ser e estar no cotidiano vivido. Construímos histórias, linguagens, narrativas, corpos, conexões, que se conservam no intercambiar de nossos afetos. Nos encontros,  compartilhamos narrativas, histórias, afetos, corpos,  no presente vivido. Na linguagem construímos e nos construímos, renovamos, criamos e  transformamos no emocionar. Cada conversação é um momento em que o humano pode emocionar e amar no instante do vivido. Portanto, nossa preocupação deveria estar  em amar a existência humana viva em cada encontro pois,  no encontro  temos a oportunidade de conversar, linguagear, emocionar, amar e renovar .

Abraços    ****

Vivi

TUDO  MUDA  …

Embora que os faraós tenham governado o Egito por 3 mil anos e os papas tenham dominado a Europa durante um milênio,  a única e grande constate na História é que tudo muda. A História é testemunha da ascensão e queda de muitos impérios, religiões e culturas. São mudanças e reviravoltas necessárias.  Quem poderia imaginar há dois mil anos atrás,  as grandes mudanças que estão  acontecendo  nos costumes das relações humanas seja  no namoro, na família,  no uso dos smartphhones, no mercado de trabalho e em tantos setores e aspectos das relações e das instituições por onde as pessoas transitam. A história das civilizações são as grandes testemunhas das mudanças, desde o aparecimento do primeiro organismo há 4 bilhões de anos. Quem poderia imaginar? Será que um egípcio que viveu no tempo de Ramsés II, poderia imaginar viver num mundo sem faraós que  garantisse  a ordem, a paz e a justiça? O medo da mudança é o medo desconhecido mas, gostemos ou não, as mudanças são reais, permanentes e inevitáveis.

Abraços   ****

Vivi

É   BOM  GOSTAR  …

É bom gostar de si mesmo! Valorizar-se, respeitar-se, dignificar-se, é fundamental para a saúde pessoal e relacional. Ninguém se sente feliz e pleno ao lado de alguém que nutre um sentimento de desamor. A empatia é a via natural para a compaixão e a prática da compaixão nos faz gostar mais de si, do outro e da vida. Quando me valorizo, quando valorizo e respeito a mim mesmo, sou capaz de valorizar e respeitar o outro e esta relação de reciprocidade me traz felicidade, me traz paz interior. O estado de felicidade pessoal, gera a gratidão, que por sua vez, gera o prazer de ser  altruísta.  Gostar de si, é gostar de amar e respeitar a vida. É reconhecer o quanto é bom compreender e gostar  do outro. São sentimentos que quando cultivados nos permitem ver o belo, se encantar com a alegria e ainda, reconhecer o divino em cada pessoa, em cada ato, em cada cor, em cada gesto na dinâmica da vida e do viver. Sempre é bom gostar de amar, gostar de ser a expressão da bondade amorosa, da gentileza, da cordialidade, da compreensão, da alegria de viver e participar da potência da vida.

Abraços    ****

Vivi

PARA  REFLETIR

“ A fama ou a vida: o que é mais desejável?  A vida ou os bens: o que é maior?  Ganhar ou perder: o que é mais prejudicial?  Aqueles que se apegam sofrerão;  Aqueles que acumulam sofrerão perdas;  Aqueles que sabem quando já têm o bastante não cairão em desgraça;  Aqueles que sabem como parar não sofrerão dano.  Eles sempre serão bem-sucedidos.”  Lao Tzu

Abraços   ****

Vivi

ONDE SE ESCONDE A IGNORÂNCIA ?

A ignorância pode se apresentar através de diferentes faces, ou máscaras. Sim, as máscaras dos disfarces e das camuflagens. Muito temerosa do reconhecimento de si mesma, ela geralmente usa escudos para se proteger e ainda, “fantasias” com as quais ela se paramenta e usa em seus disfarces para representar seus personagens, conforme as conveniências do momento. No palco das representações ela vai se travestindo, iludindo a si e ao mundo. O sábio reconhece perfeitamente quando a ignorância entra em cena mas, o ignorante nem sempre percebe o seu ridículo. Escudos, fantasias e representações são as formas que ignorância encontra para se proteger de seus medos, de suas fragilidades, de sua insegurança diante da vida. Ao invés de reconhecer tais sentimentos e com humildade e coragem poder se transformar, ela prefere representar para si e para o mundo uma falsa felicidade. Em seus discursos internos, ela prefere “acreditar” nas suas verdades construídas, ou falsas verdades. Em meio a tantas “falsas notícias”, parece que a ignorância anda solta pelo mundo …  Cuidado com a ignorância porque ela tem o poder de contaminar, de seduzir, de convencer, de iludir mas, em algum momento ela pode golpear!  A verdade da realidade nem sempre é agradável aos prazeres mas, é real e verdadeira.

Abraços   ****

Vivi

DESARMADO DE PALAVRAS

O ser humano é um ser de “palavra”, uma palavra que comunica, que traduz ideias, pensamentos e se conecta com o mundo. A palavra ou as palavras, trazem em si mesmas o dom de aproximar, conectar, vincular mas, também trazem consigo a possibilidade de afastar e distanciar. Assim como os animais, os seres humanos preferem as palavras cordiais e gentis, pois elas aproximam e constroem elos afetivos e confiantes que se traduzem em segurança, acolhimento, legitimação e reconhecimento. Quando as palavras se traduzem em preconceitos, esterótipos ou intenções convenientes, as chamadas “segundas intenções”, elas perdem o seu valor maior, que é a conexão com a vida e com tudo o que vive. Aqui, as palavras se armam para uma guerra!  Os autoritarismos, as dominações que subjugam, ameaçam e intimidam, são as palavras armadas, as palavras bélicas, carregadas de ressentimentos e medo. Quando o coração se desarma, a mente pode ser tranquila e determinada e assim, as palavras podem se libertar dos medos e da ignorância. Palavras aprisionadas pelos medos, contaminam o corpo, a alma e tudo que está em sua volta. A maior coragem, é se desapegar da belicosidade das palavras. Palavras bélicas, são como escudos atras dos quais o ignorante se esconde. Nos Escritos Básicos Chuang Tzu ou Mestre Chuang afirmava: “Onde encontrarei um homem que tenha esquecido as palavras, para que possa trocar com ele uma palavra?”

Abraços   ****

Vivi

QUANDO VOLTAR QUER DIZER IR

Nem sempre avançar significa seguir à frente, como nem sempre recuar significa ficar para traz. Muitas vezes se queremos avançar é necessário retroceder, para depois retomar a direção anterior. São as sábias estratégias da lentidão, a sabedoria do pausar. O caminho do meio, do discernimento, da reflexão, da escuta silenciosa, do voltar-se para dentro de si mesmo e permitir o reconhecimento de si e da situação, são estratégias de quem sabe seguir adiante na jornada existencial. Existir não significa mais e mais avanços mas, o reconhecimento do significado de cada passo da trajetória. Uma existência não significa somatórias de conquistas, medalhas, aplausos contabilizados. A existência vai muito além do perceptível, ela não confere ganhos contábeis. Talvez o grande significado da existência, de um ser presente na sua consciência maior, seja a capacidade de seguir no ritmo da descoberta e do reconhecimento de si próprio ao longo de sua jornada. Uma consciência que pode se aproximar do “quem sou”, do que “significa” existir no dia a dia de uma existência. Saber olhar para o interior de si mesmo, é ter a coragem de mergulhar em águas profundas em busca da pérola “sagrada”. É saber ir ao encontro da pérola do auto conhecimento, da auto gestão, da auto governabilidade, da sabedoria de saber pensar bem. “Aquele que olha para o exterior com excessiva fixidez torna-se canhestro interiormente.” Chuang Tzu

Abraços   ****

Vivi

ONDE  ESTÁ  O BOM  SENSO ?

Em tempos  conturbados, o bom senso tende a ficar esquecido.  Ansiedade, agitação, euforia, tristeza, descrédito, insegurança, fragilidade, decepções,  são todos sentimentos contagiantes que tomam conta do  corpo e  dos pensamentos,  gerando atitudes desorientadoras. Quando nos perdemos internamente, perdemos o bom senso, tudo fica obscurecido sem saber para onde ir. As aflições mentais são obstáculos ao discernimento e ao bom senso. São todos sentimentos que nem sempre passam pela consciência, com gravíssimas consequências pessoais e relacionais. Saber se reconhecer, saber pausar e por um instante refletir com uma simples pergunta: o que está acontecendo comigo? Recuperar o bom senso é fundamental para encontrar as causas das aflições mentais e emocionais e poder sair de um estado tóxico e contagiante. A preservação do bom senso é fundamental para uma vida saudável. Com um pouco de atenção, é possível perceber que estados aflitivos são geradores de mais sofrimento e ainda impedem completamente enxergar a saída com dignidade. As aflições mentais fazem parte do leque emocional e são ativadas, sobretudo  quando o meio é disfuncional. Preservar o bom senso, o estado de bem estar, o discernimento, a ponderação e o otimismo apesar de todas as turbulência, é fundamental para uma vida pessoal, relacional, emocional, cognitiva e espiritual saudáveis. Portanto, fique atento!

Abraços    ****

Vivi

… E O AMOR ?

De acordo com o processo evolutivo na construção dos três cérebros, a segunda camada evolutiva, o sistema límbico, que se desenvolveu há cerca de 120 milhões de anos, os humanos desenvolveram a capacidade de sentir empatia, os sentimentos de proteção às suas crias, a capacidade de gostar e se importar por outras criaturas além de deles próprios. As emoções do límbico permitiram que os humanos desenvolvessem uma considerável rede de conexões afetivas entre eles, como a benevolência, a cooperação, a generosidade, o senso de proteção e preservação da comunidade. Por outro lado, a tecnociência afirma que as emoções límbicas são o resultado de conexões químicas, que são ativadas e produzidas pelo sistema orgânico. Do ponto de vista biológico, é inegável o funcionamento bioquímico, elétrico do sistema hormonal e neuronal contudo, é igualmente importante não se deixar ser capturado por um pensar reducionista e linear. Somos sistemas orgânicos integrados e somos também afetos, e podemos pela capacidade intelectual, considerar que todo o funcionamento orgânico permite ao humano escolher quais emoções quer ativar e estimular em sua vida. O amor é a cola, a amálgama. Quando amamos, quando experimentamos os sentimentos benevolentes e generosos, cordiais e altruístas, podemos experimentar os sentimentos de completude e integralidade. Pensar e escolher onde investir, eis a questão, uma questão ética.

Abraços   ****

Vivi